‘Dica’
Acabei de ver na Netflix “OS OTOMANOS, O Erguer de um Império”.
Filme recente, estreado este ano, bem feito, boa imagem (ainda que muita de estúdio: cinema é ilusão), com o ritmo certo e com o essencial à compreensão do tema.
* uma temporada, seis episódio.
Trata-se de um filme-documentário, com inserções complementares de historiadores, que tem como foco a histórica conquista de Constantinopla (inicialmente Bizâncio), a cidade de Constantino, o Grande.
(conhecia-a em 2001, no ano da queda das Twin Towers. Uma cidade fascinante com 15 M habitantes. O país, Turkia: 75 M)
Em 1453 reinava por lá Constantino XI, e o mundo romano-cristão limitava-se nessa geografia com a ajuda do então todo poderoso Papa (estamos na idade média). (E na peste negra).
A cidade, último reduto romano a oriente, fora inexpugnavelmente muralhada e sua segurança gerida por sábios militares.
Constantinopla e Veneza foram grandes centros de chegada e de distribuição europeia das matérias primas oriundas do extremo oriente. Os vestígios da Rota da Seda conservam-se por lá.
Viriam a diminuir de importância com a descoberta da solução do mesmo tráfego de mercadorias por via marítima.
E Lisboa foi grande e destronou-as…
Voltando atrás.
Na linha de sucessão do sultanato sobe ao poder o jovem - 13 anos - Maomé II. Com 23, ambição desmedida, tenacidade rara e genialidade única, atira-se à conquista da cidade que muitos tentaram antes.
O filme acaba com a tomada da cidade.
Daí para a frente sabemo-lo.
Se lhe foi possível obter o impossível - a conquista de Constantinopla rebatizada desde aí de Istambul - porque não continuar?
Com esta conquista, os Otomanos transformam-se em Império e viraram o curso da história e do mundo. Tornam-se grandes, grandiosos e sanguinários e partem à conquista do mundo. E conseguem uma boa parte.
Viriam a sucumbir 500 anos depois - 1923 - já depois da I guerra com a viragem política para ocidente chefiada por Ataturk.
Nos nossos dias, numa edição sultanada, Erdogan, atual presidente, insufla nas mentes turcas a capacidade da hegemonia turca de outros tempos, acalentando-lhes ideias… e arrebanhando adeptos.
As contas do rosário da história estão sempre ligadas.
Mais info:
https://www.blahcultural.com/critica-de-ascensao-imperio-otomano/
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