quinta-feira, 30 de setembro de 2021
Parabéns, Ritinha, Minha Neta Linda
sexta-feira, 30 de julho de 2021
"O FIM DA HISTÓRIA E O ÚLTIMO HOMEM", by Francis Fukuyama
sábado, 10 de julho de 2021
Sardinhada Viets_Vila do Conde
sexta-feira, 7 de maio de 2021
70! É Bom Ter 70. | A Idade é uma Circunstância
terça-feira, 16 de fevereiro de 2021
Bom Feriado Carnaval/Viets
Por aqui, por Matosinhos, está tudo a gozar ao máximo este tão esperado quanto merecido feriado de carnaval.
Que saudades que eu tinha da minha casinha.
Ninguém pára um instante!
E, agora, nesta tarde que espero longa, vou assistir aos desfiles carnavalescos; mas confesso que ainda não decidi se pelo de Ovar, Torres Novas, Rio Janeiro ou Veneza; ou, quiçá, de Espinho, Porto, Maia/Penafiel, Famalicão, Stº Tirso.
Em Matosinhos, sim, porque aqui pelas ruas e marginal, vai uma animação que só visto.
Um conselho de amigo: não se entusiasmem. Não venham afoitos por aí abaixo que já não há bilhetes.
Estou aqui um bocado atrapalhado pois me faltam as palavras certas para lhes transmitir a alegria, a diversão, o entusiasmo que observo nos foliões! e em mim próprio!, e com isso tentar superar a da vossa terra. O que, sei, não será tarefa fácil.
Que ousadia a minha!
Talvez me possam ajudar descrevendo a que vai nas vossas ‘terrinhas’. Sim, ´terrinhas’ porque como aqui, de tão grandiosas, é impossível ultrapassarem-nos.
Alguém me pode explicar tão inusitada preferência?
Muito obrigado.
Pouco satisfeito com esta ‘mascarada’, admito, embora como longínqua hipótese, ficar na cratera do meu sofá a ver toda a animação que vai por aí... pela tv.
Qualquer dia contar-lhes-ei a história da cratera no sofá, uma cratera que fiz com todo o carinho e teeeempo. Através dela consigo já ver a Ópera de Sidney e cangurus saltitantes…
Gostariam de uma cratera assim? Posso enviar as instruções.
Então, divirtam-me.
“Não deixes para amanhã o que podes gozar hoje”
Abraços ‘a tutti quanti’
E saudades, claro.
Depois da crónica sobre o Carnaval pelas ruas e calçadão de Matosinhos e para não pensarem que foi bluff, junto fotografias do evento. O repórter estava lá e tudo registou ao pormenor mas, de momento, apenas estão disponíveis estas duas.
Sim, é verdade, as fotos refletem o pós-desfile, e já depois de tudo convenientemente limpo e arrumado.
Falta apenas retirar estas grades delimitadoras dos acessos, o que será feito brevemente - mal o mau tempo dê uma oportunidade. Suspeita-se que continuem por ali por mais uns tempos, segundo informações colhidas junto da edilidade local.
Também nos foi dito que, em princípio, para o ano haverá mais carnaval
Beijinhos e Abraços ‘a tutti quanti’
Nota: espera-se idêntica concordância da Madalena, pessoa insuspeita no caso.
sábado, 23 de janeiro de 2021
“Homo Deus” - by Yuval Noah Harari
“Homo Deus”
- ‘História Breve do Amanhã’
by Yuval Noah Harari
Trad.: Bruno Vieira Amaral
Faz tempo, algum, que não lia livros, incluindo audiobooks, em ritmo continuado.
A necessidade emergente de me sentir online com o nosso mundo, um mundo tão ebulitivo nestes últimos meses, fez-me optar, entre outros media, pela novidade crescente do mundo dos podcasts e relegar a leitura mais longa, mais estruturada, para depois. Aceder a multi informações e opiniões que me centrassem no problema tornou-se prioritário.
A pandemia - já sindemia em muitos pontos do globo - foi o novo ingrediente mistério(?) que, ao provocar uma total agitação no modus operandi ou status quo mundial, obrigou a uma interação geral - felizmente concertada em várias geografias. De repente, vindo do impensável, tudo entrou em alvoroço e, quase, - pasme-se - em sintonia. Urgia entrar nesse caldeirão fervente e, inevitavelmente, fazer parte dele.
E, para mim, os podcasts responderam bastante bem.
[Sobre os podcasts alguém profetizou já que destronariam a rádio! Nessa linha opinarei que, também os jornais, em papel e online, e tv's, estão a ensaiar esta plataforma como resposta às mutações dos tempos; mas sem se saber se a profecia se cumprirá ou se aparecerão alternativas. O certo é que o espectador, leitor - no caso ouvinte -, está mais errante, mais dinâmico, mais presente na net, nas redes sociais. E é lá que o modelo de negócio dos media encontrará, veremos, uma nova saída económica que os sustente. Estamos numa fase de transição com sobreposição em diversos meios de comunicação; ou seja, pode-se ter acesso ao que se quiser, como, quando, onde e quantas vezes se quiser, nesta plataforma também. Entre nós, o Expresso é, creio, o mais arrojado mas o Observador, o Público e demais também. Não investiguei o suficiente. Várias rubricas do Expresso estão em podcasts e com qualidade audível.
Nota: os podcasts têm a vantagem de serem mais diretos, menos editados e padecerem apenas da pressão do tempo e não da imagem.]
Fechado o parênteses reto, volto ao tema inicial: leitura.
Forcei-me a retomar a companhia dos livros por necessidade imperiosa, quase vital: reavivar léxicos que o dia-a-dia desusa mas enriquecedores na expressão pela fala e/ou pela escrita; e porque ficções de outros, por simpatia, despoletam as próprias mantendo aceso algum fervilhar mental, o que me agrada.
Sabe bem retomar e por vezes roubar conhecimentos e lógicas de terceiros.
Regresso assim ao meu estimado Yuval Noah Harari - o de ‘SAPIENS’ -, para embarcar na sua visão insuflada de optimismo sobre a evolução do homem e das sociedades; da humanidade.
Posto isto, vamos ao ‘Homo Deus’.
Depois da boa surpresa que foi o Homo Sapiens, em que Yuval Noah Harari alinha a evolução do homem e da humanidade e conclui pela sua supremacia sobre o resto dos seres, surge o inevitável Homo Deus. Este último é, de resto, como que o Tomo II, ou, por outra, a sequência lógica do primeiro: eleva (a evolução) o animal homem à divindade. Coloca-lhe a condução do mundo nas mãos, responsabilizando-o; dá-lhe alertas a ter em conta aquando das soluções que achar por bem dever tomar; deixa claro que não há espaço nem tempo para sebastianismos. Para o projetar a esse status tece pelo caminho raciocínios surpreendentes, originais e cruzados entre si que o põe a pensar e que vale a pena conhecer.
Nestes dois livros pelo menos, Yuval Noah Harari revela-se um corredor de fundo; não tem pressa de chegar (pratica Vipassana), ao invés, coloca-nos na pista obstáculos novos em que não tropeçamos - ou, sim, tropeçamos - pois chama a si a interrogação, a resposta, o contraditório e a réplica.
Através de uma escrita fluída, animada, bastas vezes com o nosso sorriso do 'como é que não tinha pensado nisto!?', disrupte o panfletário mundial de ideias tidas como certas e questiona, questiona, questiona. E responde, responde, responde.
É pouco comum ler alguém tão crente na evolução da humanidade e, quiça, tão assertivo. Onde tantos vêm problemas inultrapassáveis ou mesmo terminais ele vê saídas várias e tantas vezes de uma simplicidade desconcertante e hilariante.
Socorre-se de conhecimentos e saberes adquiridos de largo espetro e serve-no-los já em súmula.
Livro para ler com calma para dar tempo a que estas novas asserções chocalhem com as nossas.
DINÂMICO: ‘Sapiens’, by Yuval Noah Harari (2013) (dinamico-dinamico.blogspot.com)
sexta-feira, 15 de janeiro de 2021
“A Conspiração Contra a América”, by Philip Roth
“A Conspiração Contra a América”
Tradução de Fernando Pinto Rodrigues
Dom Quixote, Romance dd 2005
“The Plot Against America”
By Philip Roth, a novel dd 2004
Alguma razão têm os escritores quando referem que os seus livros deixam de ser seus a partir do momento em que chegam aos leitores. Este é mais um e bom exemplo disso mesmo.
Apesar do reforço adicional de ser escrito na primeira pessoa e até usar o próprio nome num dos personagem, o leitor - eu incluído - tende a esquecer quem o escreve pois se perde nos caminhos por onde é levado ou o próprio descobre.
Este Philip Roth, através da sua enorme capacidade de expressar em palavras pormenores do quotidiano, de criar e recriar factos, argumentos e contextos, limita um pouco essa deriva pois absorve, condiciona e até conduz a atenção.
Coloca interrogações novas a quem se interessa pela coisa pública, pelo comportamento das pessoas em/e sociedades, pelo fascínio do poder, pela tontice que, tantas vezes, anima os dirigentes…
Deixa, não obstante, margem para se optar por caminhos alternativos, tirar outras ilações e conclusões que melhor sirvam quem o lê.
O que mais me surpreendeu e agradou foi a sua veia criativa, narrativa e descritiva: brilhante.
Agora o tema do livro: sobre os judeus durante a segunda guerra (assunto recorrente nos seus livros, segundo li na sua biografia na net, sendo ele próprio de ascendência judaico-americana).
Ensaio ou ficçao sobre a hipótese de, durante a II guerra, ter sido eleito para Presidente dos EUA um conservador e, mais que conservador, um fascista seguidor-confesso de Hitler, e o que isso significaria para os judeus, em particular para os judeus americanos, se tal tivesse acontecido.
Sobre essa hipótese tece e retece cenários interessantes. Como um bom escritor que é, coloca esses judeus em situações passíveis e perfeitamente possíveis de terem ocorrido.
Há páginas de alguma aridez mas no geral são bem duras e humanamente tocantes.
E premonitórias.
A América trumpiana do “Great Again”/“First”, está aqui retratada. Em 2005!. Até parece que Trump leu (se soubesse ler) o livro e o adotou como cartilha. Lindbergh, o presidente-personagem do romance foi o sósia inspirador de Trump. E, na respectiva escala, de Ventura, esse português estranho e igualmente desprezível.
A veia criativa de Philip Roth não seca, pelo contrário, jorra página a página ao ponto de distrair o leitor do objectivo que demora ou fica por perceber; a não ser o de dar a conhecer e sensibilizar as novas gerações sobre as atrocidades a que os judeus foram sujeitos durante a II Guerra. Evidentemente que é defensável e crível que o que a estes judeus-americanos acontece no livro, tenha acontecido de facto a muitos judeus-europeus e, mais do que aqui é suposto, aconteceu muito, mas muito mais e pior.
Tenho presente, muitas vezes, os horrores que a história registou a respeito deste povo. Sobressalto-me sempre com o acervo/evidências que vi em Auschwitz ou, mais recentemente, em Israel.
Romance longo, bem escrito mas algo exagerado nos detalhes.
Ou talvez não.













