segunda-feira, 17 de janeiro de 2022
Lapónia & Pai Natal, c/ PLV
sexta-feira, 31 de dezembro de 2021
sexta-feira, 10 de dezembro de 2021
18! Parabéns, Bernardo. 18!
quarta-feira, 1 de dezembro de 2021
42! Parabéns, Raquel. 42!
Gosto de dedilhar à volta dos nossos Encontros.
E começo pelo avant, sim, porque, como noutros, houve, também neste, um tempo de stand by feito de animação. Escolhemos para o efeito o ‘Reco’ que funcionou como mascote. Serviu o pobre coitado de ingrediente para agitar a imaginação e criar cenários divertidos.
Os ‘maduros’ entusiasmaram-se com a treta e os ‘menos maduros’ - concedo: jovens - também, mas mais conformes com suas ocupações.
Cada qual assumiu a sua tarefa de selecionar um sabor, de forma a incendiar os apetites e a garantir o prazer da mesa que, neste ínterim, íamos pondo à distância; e, por arrasto, duplicar o prazer da companhia a todos.
Chegado o dia, não só não faltou ninguém à chamada como trouxeram dos melhores petiscos das suas redondezas. Este popurri de paladares, regados com colheitas de boas safras, atearam o rastilho para uma noite que se adivinhava participada.
À chegada, a anfitriã, recém dona e senhora da propriedade, recebeu-nos com o seu habitual e sonoro Olá!, envolvido pelo seu sorriso alegre e franco que tão bem conhecemos. Franqueou-nos toda a casa, argumentando que, que, que… e recebendo, em troca, o elogio geral pela escolha. Acreditamos que aqui somará lindas memórias, desejando estar nelas incluídos.
Encaminhados para a mesa, aí distendemos os apetites, tão amordaçado pelos longos dias de espera.
E foi um regalo saltitar de iguaria em iguaria e agradável viajar pelas suas origens.
Qual o mais saboroso?
Cada um reterá o seu preferido. Quanto a mim, opto por todos. É que estou numa fase em que tenho dificuldade em rejeitar sabores. Treinei as papilas, não para a rejeição, mas para a degustação. Salvo raras excepções o estratagema está a resultar. Por outras palavras: “topo (quase) a tudo com’ós polícias”.
Terminamos com os Parabéns à nossa querida Raquel - como é possível haver alguém a fazer 42 anos!!?? - e com um Xi bem merecido e sentido.
De vez em quando sabe bem fechar as portas ao mundo exterior, esquecer, ainda que por pouco tempo, a agitação que o move, e abrir as do mundo daqueles a quem queremos bem.
Parabéns a Nós.
quinta-feira, 11 de novembro de 2021
Em Dia de São Martinho!
Até faz esquecer a água
A quem gosta mais de vinho.
A chuva fez intervalo
Para o Verão de São Martinho,
Logo à pressa fui buscar
As assadas, as cozidas e o vinho.
As adegas já estão cheias do líquido
Que faz mais bem que mal!
Bebendo-se um pouco mais que a conta,
Fica-se em vinha-d’alhos até ao Natal.
No dia de São Martinho
Vai à adega e prova o vinho.
Toma nota que ‘provar’
É só beber um copinho.
São tão quentes e boas
No fogareiro a estalar.
Venha de lá um do tinto
Para melhor as saborear.
“São tão quentes e boas”,
Canta-se no refrão do velho fado.
Come, come glutão
Até ficares saciado
Ao passar à tua janela
Pedi-te uma castanha assada
Distraída com a treta, brincaste:
Já está estragada!
Desconsolado com o sucedido
Ali permaneci de pé
Aguardando pelo menos
Um copito de água-pé.
Por não querer ‘ficar a seco’
Pedi-te então um queijinho
De olhar maroto e a sorrir
Atiraste-me um beijinho.
São Martinho, meu bom santo,
Atira-me a tua capa;
E mantém este Sol bonito,
A ver se da chuva a gente escapa.
Para quem trabalha, São Martinho,
Tem especial consideração;
Não lhes negues o que te peço
E dá-lhes um belo dia de Verão.
E para os demais também,
Sê amigo e satisfaz-lhes o desejo.
Para não ficarem em casa
E preferirem o arejo.
Para os meus amigos te peço hoje:
Sol, água-pé, castanhas e vinho;
Não me obrigues a pedir segunda vez,
Pois não te peço, nem baixinho.
Ai de ti se não me atenderes?
Não venho mais ao engano!
Ficas virado para a parede,
De castigo até ao ano.
domingo, 10 de outubro de 2021
“Chamada para o Morto”, by John Le Carré
trad.: J. Teixeira de Aguilar
Tema: Espionagem, crime, mistério.
Sucede-lhe o tamanho do seu nome que chegou a muito mundo, ocidental sobretudo, e ao meu também. A oportunidade de o ler é que só chegou agora.
Sendo, embora, seu primeiro livro, 1961, é um livro agradável de se ler. Não tanto pela trama ou pela história algo datadas (oportunidade revivalista), mas pelo rigor literário e minúcia narrativa, às quais dou particular valor.
Acresce uma boa tradução, não sei se perfeita, que nos envolve bem no ambiente em que decorre a ação, nomeadamente usos e costumes da época, recorrendo para o efeito à nossa terminologia e expressões conhecidas.
Prendi-me, entusiasmado, à sua prolifera imaginação, tão bem desenhada nas entrelinhas da sua escrita. A aparente simplicidade na forma prende, ab inicio, o leitor. Utiliza uma linguagem singela, escorreita mas que vai logo ao ponto.
Um léxico não muito elaborado - o que o obriga ao uso de mais palavras -, mas bem escolhidas, alinhadas e seguidas com entusiasmo.








