Esta onda de solidariedade dos mais ricos (nascida nos EUA e instântaneamente chegada à Europa, mais conhecidamente à França, Espanha e também Portugal) perante a crescente pobreza geral, é curiosa e merece alguma atenção. Até agora, mesmo depois do crash de 2007/2008 em que, principalmente depois daí, muita pressão se fez sobre os políticos para que, aproveitando a oportunidade, promovessem grandes reformas e acabassem, por exemplo, com os off-shores, nenhum deles, individual ou colectivamente reunidos em grupos económicos - desde o G8 ao G20 -, ninguém, até agora, dizia, ousou beliscá-los. Agora, qual virgem ofendida, por ninguém lhes dar atenção, vêm, por iniciativa própria dizer aos quatro ventos, que também querem participar (é admirável ouvir Joe Berardo vertendo lágrimas de crocodilo…), que também são gente, que também vivem neste planeta, proclamam! Não querem, pois, serem esquecidos (como se alguém deles se esquecesse!). Expoente máximo do cinismo! É, contudo, uma jogada de mestre. Para além de estar pouco dinheiro em causa – fala-se num máximo de 1,8% -, o que custa prontificarem-se e tão generosamente contribuir com uns tostões, preservando contudo os biliões? Sim, porque assim são-lhes ractificados os biliões. A partir daqui, a opinião pública valida-lhes esses biliões e fica tudo bem nos dois reinos. Não há mais motivos para 'os ricos que paguem a crise'. Ficam assim finalmente irmanados ricos e pobres. Estão os segundos, mais uma vez, a dar tiros nos pés, a comprometer possíveis soluções políticas de fundo, retirando tema aos políticos e estes agradecem. Solucionam-lhes até um grande problema. Claro que, sabemos por experiência, que também eles não iam fazer coisa alguma…
domingo, 28 de agosto de 2011
sábado, 27 de agosto de 2011
Património Kadafiano destruído!
O furacão revolucionário que neste momento arrasa quase toda a Líbia está a destruir quase por completo todo o património recente identificador de Kadafi. Pretende-se, e isso acontece em todas as grandes revoluções sanguinárias, apagar da história do país os vestígios destes últimos 40 anos, para reconstruir um futuro diferente e melhor. Não é meu propósito, neste momento, avaliar os últimos anos da era Kadafi - que foi má -, mas lembrar que se está a destruir economia e um bem futuro altamente rentável: turismo. (A UNESCO hoje mesmo falou nisso). Uma das grandes fontes de captação de divisas e motor de uma florescente industria em muitos países, em quase todos, é justamente o Turismo. A receita do turismo tem um peso significativo nos seus PIB e todos investem, mais e mais, para o potenciar. Sabemos que a Líbia tem petróleo mas também sabemos que os outros seus vizinhos, embora o tendo, estão a diversificar os seus investimentos, incluindo no turismo. O Egipto, também em revolução, preservou o seu património, que sabe ser muito importante para a sua história e para a sua economia.
As agências de Viagens e Turismo têm de ter matéria prima identificada e capaz, para poderem vender ao turista; têm de ter um portefólio diversificado e aliciante (e concorrencial) que seja capaz de o convencer a optar por este ou aquele país. Veja-se o que fez Fidel Castro em cima das ruínas da revolução cubana ou Mustafa Araturk na Turquia! Poucos países terão passado por transformações tão profundas mas, seus líderes, reconstruíram os passados dos seus países e tiraram proveito económico. O que seria Cuba e muitos outros países sem turismo!? É pena pois, embora compreensível, a destruição geral que está a ocorrer naquele país. As casas e os palácios de Kadafi seriam apelativos para o turista e podiam dar muitos empregos a muitas pessoas num futuro próximo, estou certo. O deserto vende pouco e o nada não vende de todo.
As agências de Viagens e Turismo têm de ter matéria prima identificada e capaz, para poderem vender ao turista; têm de ter um portefólio diversificado e aliciante (e concorrencial) que seja capaz de o convencer a optar por este ou aquele país. Veja-se o que fez Fidel Castro em cima das ruínas da revolução cubana ou Mustafa Araturk na Turquia! Poucos países terão passado por transformações tão profundas mas, seus líderes, reconstruíram os passados dos seus países e tiraram proveito económico. O que seria Cuba e muitos outros países sem turismo!? É pena pois, embora compreensível, a destruição geral que está a ocorrer naquele país. As casas e os palácios de Kadafi seriam apelativos para o turista e podiam dar muitos empregos a muitas pessoas num futuro próximo, estou certo. O deserto vende pouco e o nada não vende de todo.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Cavaco Silva e a história.
A história não será simpática para com CS e, se dele se lembrar, não vai ser por bons motivos. Economista reputado, assim o dizem, não foi capaz de usar essa sua mais valia(?) nas alturas críticas. Sabia(?) que as despesas estavam a derrapar substantivamente, podia dar alertas diversas ao país e aos governantes, 'obrigando-os' a corrigir no tempo certo, e não o fez. Como é que a história vai observar essa sua inércia, essa sua falta de coragem política? (o povo continua a acreditar nele, mas também não percebe nada de finanças). Teve muitos anos muito poder nas mãos mas nunca foi capaz de liderar o futuro: fez sempre uma gestão do imediato, do dia a dia. Governou sempre por debaixo das nuvens, sem horizonte. Teve imensas oportunidades de alterar muitas coisas erradas e não o fez. Deixou hipotecar o futuro. Não tem perfil de líder. Não é visionário. Recebe as suas três(?) reforminhas, e parece ser essa a sua grande preocupação: garantir um bom fim de mês mesmo sabendo que o país não aguenta esses excessos, além de ser socialmente injusto. Sabe que há muitos outros em idênticas circunstâncias, a pesar no OGE e nunca se lhe ouviu uma palavra de condenação (apetece aqui lembrar Ramalho Eanes ao aceitar receber apenas uma das reformas a que tinha direito, abedicando honrosamente da outra!). Teve agora CS uma boa oportunidade de corrigir muitos desses desvarios e, pelo contrário, rejeita-os. Refiro-me à aceitação constitucional do tecto do deficit: o homem não quer. Porquê? Ora sabemos que se isso não estiver aí plasmado, os políticos, quaisquer que sejam, ele incluído, não terão coragem nunca, nem no momento actual, de se obrigarem a tectos máximos de endividamento. Esta pressão da Alemanha/França para que cada país da zona euro aceite o princípio constitucional do endividamento máximo, era uma boa muleta para todos os políticos nacionais. Mas a maioria de esquerda, e CS não quer. Oportunidade perdida. Veja-se a benfazeja presença da Troika e as reformas que vão obrigar a fazer, reformas que os políticos nacionais nunca foram capazes de empreender. Ou seja apenas com pressão externa se reforma, feita por terceiros portanto!
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Cancelar obras, não é REFORMAR!
Nos últimos dias temos ouvido alguns ministros tomarem posições sonantes quanto à intenção de corrigir as despesas do estado, nomeadamente Assunção Cristas, em diversas empresas relacionadas com a Expo (80M€), e Álvaro Santos Pereira, cancelando dez troços da Baixo do Tejo (270M€). Se é para travar gastos inoportunos (Expo), adiáveis e porventura injustificados (Baixa do Tejo), aplaude-se a mediada, apesar, de com isso, o estado abdicar de ser o promotor da economia, (contrário à famosa teoria Keynes). Mas atendendo a que não há dinheiro, fica o benefício da dúvida. É demagógico contudo inseri-las no processo de reforma do estado que tanto se esperam. Reformar é outra coisa: é, principalmente, emagrecer o estado onde já é gordo. Institutos injustificados e em duplicado e Fundações que não o são verdadeiramente, são um bom exemplo. Outros sectores de onde se esperam grandes acções de emagrecimento são a Educação e a Saúde, Forças militares/militarizadas (levam uma enorme fatia do OGE: 80%), Autarquias e Governos Regionais. Aí sim estamos todos à espera, até quando…
domingo, 21 de agosto de 2011
O caso Mário Crespo.
Não há almoços grátis, diz-se, e, também aqui o dito é aplicável. Outrora MC investiu no seu futuro num luta(que luta?) que travou com José Sócrates, ajudando a denegrir-lhe a imagem. Foi uma estratégia incentivada e acolitada pelo PSD e o PSD agora quer pagar a dívida: um cargo bem pago nos EUA, disfarçado de jornalismo, pago com os dinheiros públicos da RTP, de todos nós. Não sei como é que caso vai evoluir, uma vez que carga política derramada sobre o caso, por vários sectores, manietou a margem de manobra do governo. O governo ficou muito exposto e, quiçá, pode recuar. Mas fica para a história a subserviência do governo ao poder dos media ou, se se quiser, o governo paga bem aos seus.
sábado, 20 de agosto de 2011
Mourinho, o LÍDER!
No último encontro entre o Real e o Barça, o Barça levou a taça. O Real jogou melhor, nos dois jogos, mas o Barça meteu mais golos: ganhou. No final, Mourinho argumentou que o Barça é uma equipa pequena, ou seja, depois de uma derrota da sua equipa, para lhe manter o ânimo, projectou-a para a frente, minimizou o adversário, dizendo a todos, aos seus jogadores principalmente, que estavam a jogar numa grande equipa e que o futuro era deles. Isto é uma postura de um líder: pega no passado, embora menos bom, e não perde tempo com ele.
Repensa-o para si, e passa para os seus, para o grande público, aquilo que quer do futuro. Os líderes das grandes e pequenas empresas também assim procedem. Não perdem tempos com possíveis insucessos. Na retaguarda fazem a mistura e quando chegam ao público já trazem a solução, comentando o passado com decisões de futuro. Parece haver uma contradição de Mourinho, quando há dois anos, enquanto ao serviço do Inter e jogando precisamente contra o Barça, obrigou o Inter a fazer um mau jogo, mas ganhou a Champions. Mas não, o futuro daquele ano desportivo acabava ali, no final jogo, e levou a taça. Abandonou o Inter logo de seguida.
Repensa-o para si, e passa para os seus, para o grande público, aquilo que quer do futuro. Os líderes das grandes e pequenas empresas também assim procedem. Não perdem tempos com possíveis insucessos. Na retaguarda fazem a mistura e quando chegam ao público já trazem a solução, comentando o passado com decisões de futuro. Parece haver uma contradição de Mourinho, quando há dois anos, enquanto ao serviço do Inter e jogando precisamente contra o Barça, obrigou o Inter a fazer um mau jogo, mas ganhou a Champions. Mas não, o futuro daquele ano desportivo acabava ali, no final jogo, e levou a taça. Abandonou o Inter logo de seguida.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
PPC: homem avisado!
Em jogada de antecipação, sabendo que o futuro dentro do partido não será pacífico, PPC joga xadrez, dispondo as peças: pega em Marques Mendes e Luís Filipe Meneses e amordaça-os como Conselheiros de Estado (quanto recebem mais por isso ? - job for the boys -); em Santana Lopes, e coloca-o numa prateleira dourada na Santa Casa ML (quanto mais vai ele ganhar?); a Nogueira Leite, a vice-presidência da CGD (vai ganhar muito mais ...). Fica de fora a velha senhora, Manuela Ferreira Leite, porque, pela idade, já não protagonizará qualquer futuro. Marcelo Rebelo Sousa, este mais difícil de domar, até porque corre em pista própria e quer manter a sua independência para a eterna candidatura a Belém e Pacheco Pereira, que tal como Marcelo nunca gostou de PPC, estes, não consegue acantoná-los e vai te de suportar a sua liberdade de expressão, a contragosto. Até porque, no caso de Marcelo, é impossível arranjar-lhe um lugar onde possa ganhar mais do que com a sua actividade actual: fala-se em 60.000/mês.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
O homem (PPC) não vai lá ...
PPC, antes de chegar a S. Bento, defendia tenazmente a privatização de muitas empresas, incluindo a CGD, pasme-se, (tendo em conta o actual contexto)! Agora nem a RTP consegue privatizar. Não estou a dizer que concorde/discorde de tal, apenas sublinho a incapacidade que demonstra em tomar decisões difíceis, nomeadamente esta que ia contra o nº um do PSD – FPBalsemão –. Sabemos que tal decisão poderia acabar com a SIC, provado que está, em particular na fase económico/financeira que se vive, de que o bolo da publicidade não dá para tanta gente. Mas, pergunto, o homem não sabia já disso? Era ignorante ao ponto de não acompanhar a vida das empresas e do pais? Estou certo que sabia, só que, o que os eleitores queriam ouvir era um discurso novo e, mais importante, o que importava era chegar lá, a S. Bento. Chegou e não sabe agora o que há-de fazer, que rumo tomar. Ai de nós … Digo-o com pesar porque os tempos não estão para hesitações. Urge tomar medidas e haja quem as tome depressa e bem. Tinha-lhe dado um voto de confiança, vamos ver até quando!
Outro exemplo: a questão polémica dos professores! Do que se sabe, admito que se venha a assinar ‘um acordo’. Mas que acordo? Não terá nada a ver com o anterior e, bàsicamente, ficará tudo na mesma. Ou seja a tão desejada reforma no sector fica mais uma vez adiada, sine die. O homem não tem coragem para ‘reformar’ coisa nenhuma. Coragem, falta-lhe coragem. Não é fácil, sabemo-lo, promover reformas sérias e aguentar uma confrontação com uma corporação rica com esta, mas é disso que o país precisa: reformas profundas!
Dão-se alvíssaras a quem encontrar essa pessoa certa!
Outro exemplo ainda: TGV
Alguém duvida que este governo vai construir o TGV? Acompanhe-se a visita do ministro Álvaro Pereira a Espanha. Qual a mensagem? - Daremos uma resposta em Setembro! Porque não já, se era um assunto ‘resolvido’, inclusive foi grande tema de campanha? Ora, ora! Quantos votos ganhos por conta deste argumento. Mais uma vez: o homem não sabia o que andava a prometer? Sabia certamente, mas apenas o contrário conquistava votos.
E ainda a procissão vai no adro!
Outro exemplo: a questão polémica dos professores! Do que se sabe, admito que se venha a assinar ‘um acordo’. Mas que acordo? Não terá nada a ver com o anterior e, bàsicamente, ficará tudo na mesma. Ou seja a tão desejada reforma no sector fica mais uma vez adiada, sine die. O homem não tem coragem para ‘reformar’ coisa nenhuma. Coragem, falta-lhe coragem. Não é fácil, sabemo-lo, promover reformas sérias e aguentar uma confrontação com uma corporação rica com esta, mas é disso que o país precisa: reformas profundas!
Dão-se alvíssaras a quem encontrar essa pessoa certa!
Outro exemplo ainda: TGV
Alguém duvida que este governo vai construir o TGV? Acompanhe-se a visita do ministro Álvaro Pereira a Espanha. Qual a mensagem? - Daremos uma resposta em Setembro! Porque não já, se era um assunto ‘resolvido’, inclusive foi grande tema de campanha? Ora, ora! Quantos votos ganhos por conta deste argumento. Mais uma vez: o homem não sabia o que andava a prometer? Sabia certamente, mas apenas o contrário conquistava votos.
E ainda a procissão vai no adro!
Quanto é que PPC vai custar ao país?
Muita gente afirmou, antes das eleições, que PPC não estava preparado para governar. É impossível quantificar esta afirmação, òbviamente, mas estamos a falar de um país, de biliões portanto e, principalmente, de um país em banho maria, hipotecado à impreparação, à espera da luz verde. Até quando? Ocorre-me a celeridade com que o 1º ministro inglês, David Cameron, tomou as medidas que tinha pensado aquando ainda na oposição, i.e., preparou-se na oposição para ser primeiro ministro, tinha já em carteira as medidas que julgava adequadas às circunstâncias (igualmente difíceis) e, lá chegado, aplicou-as. O país não ficou à espera ‘meses’ que se fizessem estudos. Certas ou erradas, o futuro dirá, mas o país não ficou parado, como está o nosso. Nesta corrida contra o tempo, a ausência das medidas certas está a ficar-nos cara: 50% do 13º mês, Iva a 23% no gás/electricidade… dinheiro usado para tapar buracos que as reformas (do lado da despesa) deviam resolver. Mais e não menos importante: estas medidas, do lado das receitas, inviabilizam futuras soluções de emergência nacional. Daqui para a frente só é possível absorver dinheiro do lado da despesa. Do cidadão não é possível sacar mais. Está a ficar exangue. Oxalá não cheguemos à situação grega: exangues +++.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
O MONSTRO! (Funcão Pública)
Até 25ABr’74, a população portuguesa em geral (em especial o ‘povo’), vivia em condições de humanidade difíceis e acabrunhantes. Com o eclodir da revolução dos cravos a vontade de equiparação com os demais países no domínio social, mormente os Europeus, veio ao de cima e, de conquista em conquista, foram-se alcançando vitórias sociais importantes. Unidos em Sindicatos e Centrais Sindicais, dinamizados por estes, foram-se consagrando direitos em cima de direitos. Sempre a reivindicarem mais e mais, independentemente de se saber se havia ou não para distribuir. Foram criadas fortes corporações, em especial no Sector Público – quer do estado, directo, quer das empresas públicas - . Ficaram tão fortes que nenhum governo até hoje conseguiu equilibrar o rendimento com a s/ distribuição. Para agravar este binómio – receitas/despesas -, há o factor eleições, que ninguém quis perder, dando/confirmando benesses para conseguirem vencê-las, à custa da hipoteca do futuro. O sector público, num crescendo imparável, tomou as rédeas da distribuição da riqueza nacional e abocanhou a grande fatia. Os funcionários públicos aumentaram desmesurada e descontroladamente: rapidamente de 400.000 passaram para 700.000. A acrescentar ao número exorbitante, há os bons ordenados auferidos (> em 500€/mês, se comparados com os privados); lugares de chefia em duplicado (1018 diz o último estudo, só nas finanças e educação); organismos também em duplicado, 60 diz o mesmo estudo. E agora, que não há dinheiros para manter tudo isto, pergunta-se: que fazer? Sabemos que não é fácil, a quem chega, resolver estes problemas de décadas, porque mexe com a vida das pessoas e são muitas e mexe também nos equilíbrios sociais estabelecidos. Têm contudo, atendendo ao momento que vivemos, de aproveitar a oportunidade (de ouro) para, não digo desde já resolvê-lo em definitivo, mas no mínimo fazer algo que minimize o problema e o projecte para futuro. Lembra-se que o Sector privado não tem estas redes de amparo: quando é preciso, inova-se, reformula-se, investe-se e até se despede. Repito: o sector público está a levar o país à ingovernabilidade, quiçá – oxalá não – à falência. Se é preciso rearranjar, acho que se deve começar por onde está francamente mal: o sector público. Reajuste-se aos poucos os salários, as reformas (as professoras primárias ganham à volta de 2.500/mês), os sectores especias de saúde (adse) e demais. Integre-se tudo o SNS. Um só sistema. Reajuste-se equiparando os políticos ao cidadão em geral. (Marques Mendes veio reformado aos 50 anos, depois de 20 como deputado. Porquê esta benesse? A Mota Amaral – ex. Presidente da AR -, foi-lhe atribuído BMW e gabinete. Porquê?
Nota 01: Em 2010, segundo artigo de jornal, os funcionários públicos faltaram em média 18dias/ano por baixas. (?!?!?!)
Nota 02: Trabalho no privado há mais de 30 anos e não me lembro de ter faltado, nunca.
Nota 01: Em 2010, segundo artigo de jornal, os funcionários públicos faltaram em média 18dias/ano por baixas. (?!?!?!)
Nota 02: Trabalho no privado há mais de 30 anos e não me lembro de ter faltado, nunca.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Acordo na UE. Que alívio!
Não fora a Agência de Rating Fitch que ao final da tarde de hoje, mais uma vez, baixou o nível da dívida grega, todo o mundo, se regozijou com a solução económico/financeira que a UE - liderada pela França e Alemanha (mais uma vez o eixo franco/alemão a funcionar) - ao fim de tanto tempo (tempo de mais), conseguiu encontrar para a Grécia, extensível a Portugal e Irlanda. Principalmente os PIIGS, mas também todos outros países da UE e todo o mundo em geral aplaudiu vibrantemente as medidas tomadas: baixa da taxa dos juros dos empréstimos para 3,5% e o dobro do tempo para o seu pagamento, e ainda um novo empréstimo à Grécia de 110MM€. Wall Street reagiu bem, o preço do petróleo subiu de imediato, o preço ouro baixou, o Euro subiu e as bolsas em geral subiram (na Grécia 8%). O mundo respirou de alívio! Ao fim de longos meses de muita angústia em várias geografias, parece que se vai poder respirar melhor nos próximos tempos. Até quando? Penso que ninguém o poderá afirmar com segurança: dias, meses... A ver vamos. Há ainda muitas nuvens no horizonte a toldarem o futuro, e varrê-las não é possível com uma qualquer varinha de condão.
Passos engorda número de gestores da Caixa...
Assim não vamos lá e andam, novamente, a enganar-nos. "Passos Coelho aumenta de 7 para 11 os gestores da CGD", é o título da notícia. Afinal a história que Passos Coelho nos estava a contar, colorida de boas intenções, com a eliminação dos Gov. Civis, foi para adormecer: diminuiu aqui 18 e aos poucos vai a aumentá-los noutros lados. Para já na CGD. "Job for the boys". Assim não. E mais, a CGD vai vender a PT, a EDP, a ZON, entre outras. Para quê mais administradores, pergunta-se! Não me venham com o argumento do novo modelo de governação, dito anglo/saxónico (bicéfalo, Chaiman/Ceo), de que, está provado, apenas serve para, em vez de um, colocar dois boys. Polìticamente, em campanha eleitoral, este mesmo Passos Coelho, tinha prometido reduzir em 15% estas nomeações...Por outro lado ainda, sempre existiu o chamado 'acordo de cavalheiros', entre PS e PSD, em que o Presidente da CGD seria do partido que estivesse na oposição...Há no ar, pois, muitos sinais já de incongruências e faltas à palavra dada. E ainda só passou um mês das eleições. Vamos ver até que ponto! Assinalo ainda o recrutamento de Nogueira Leite para vice da CGD. O Homem conseguiu finalmente um 'tacho'. Na oposição lutou ferozmente por ele. Será nesta altura um homem realizado e feliz: conseguiu! ...já tinha sido Secretário de Estado com António Guterres!
quinta-feira, 21 de julho de 2011
...mais de150 chefes de polícia tem direito a carro e motorista!
Bem pode Passos Coelho viajar em classe turística! A ideia de viajar em classe turística ou 'decretar' que os ministros e ele próprio, aos fins de semana, não usem os serviços do estado - carros, etc - se não em trabalho, em si mesma e atendendo à situação do país, entendida como exemplo, não é má. Só que, se não se estender capilarmente a todo o estado, é pràticamente inócua e demagógica. De efeitos económico/financeiros irrelevantes. Ora o que seria oportuno e de ganhos financeiros e éticos consideráveis, assim Passos Coelho tivesse força e coragem política para a impor, seria a de 'forçar' que essa medida fosse adoptada por TODOS os Users do estado. Não só ganhava o país, como ganhava ele próprio força política para 'impor' à população as medidas da 'troika'. É que ele vai precisar a breve prazo e muito dessa força para levar a cabo aquelas medidas. Oh se vai… Ocorrem-me dois Users que não seguem tal princípio e deviam: Presidentes de Câmaras e Chefes de Polícia. Nem uns, os presidentes de Câmara, nem outros, os Chefes de Polícia, são credores de tais reconhecimentos e distinções públicas; tão pouco outros ‘direitos’, nomeadamente, o uso privado de motorista. Excesso de mordomias! Sua passagem pelo lugar, os primeiros, é meramente acidental (vou ignorar por ora os presidentes das Câmaras de Braga/Vila do Conde, etc…). Sabemos que essa passagem é muitas vezes um óptimo investimento profissional futuro, para além de outros proventos imediatos. Estes 'direitos' que a classe política em crescendo após o 25Abril'74 usurpou, estão na hora de acabar. A oportunidade é de ouro e tem de ser aproveitada. Vem-me à cabeça muita coisa que tem sido publicada sobre 'direitos' atribuídos aos cidadãos gregos. É tempo de arrepiar caminho e não levar tanto à letra os exemplos gregos.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Faits Divers!
Algum élan político que os actuais governantes e seus apoiantes adquiriram nas últimas eleições está a esmorecer. O pavio está a apagar-se. É agora o tempo de actuar e tomar as medidas difíceis, não só porque o país delas precisa como também, já agora, foi exactamente isso que prometeram e com o que ganharam as eleições. Ou seja, a população disse-lhes, sim senhor, levam o voto mas façam o que é preciso. Poderia ser aproveitada a oportunidade do facto do PS 'estar de costas' e a oposição em geral estar ainda cabisbaixa com o resultado eleitoral e ainda algumas indefinições de liderança de alguns partidos. E, o que perece, é que estão a dormir. Alguns manobras de diversão estão a surgir com impacto na comunicação social, mas disso não passam: faits divers…Como dizem os brasileiros, fazem que andam e não andam: a questão dos estaleiros de Viana do Castelo foi adiada; as gravatas de Assunção Cristas, divertem mas não resolvem; o adiamento do fecho das 600 escolas, mostra medo e perda de oportunidade; os 50% sobre o subsídio de Natal, compreende-se mas não está aí a solução. Todos o sabem. Tantas vezes, na oposição, apregoaram que actuariam do lado da despesa e nada se vê de concreto. Os comentadores habituais, nota-se claramente, estão numa fase de apoio acrítico para dar alguma margem as que as esperadas medidas apareçam. Atendendo ao grave problema em o país está mergulhado, também estou em silêncio, apoiando portanto, mas atento e exigente: façam o favor de trabalhar. Mostrem de que barro são feitos.
domingo, 20 de março de 2011
3ª Idade na China x Portugal
Existe na China um culto milenar que honra e dignifica a velhice, culto que se perde bem lá longe na história cultural e comportamental da sociedade chinesa. Ainda hoje assim é. Respeita-se muito os velhos. As gerações mais novas vêem neles um depósito vivo de sabedoria, bebendo dela também nos usos e costumes do seu dia à dia. Sábia cultura. É tão sábia que, à falta de apoios sociais do estado, é precisamente essa filosofia de vida tão enraizada nas populações, que proporciona uns fins de vida menos má, mais humana. As gentes mais novas de hoje sabem que amanhã poderão contar também com esses apoios.
Portugal, nomeadamente nos anos 50, foi um pouco assim, com a grande diferença de que para os velhos não havia nem cultura similar, nem apoios estatais, nem os jovens, mesmo querendo, tinham dinheiro para suportar esse custo. Os velhos, andrajosos e esfomeados, mendigavam de casa em casa, dia à dia, para sobreviverem. Cenários tristes, bem tristes. A sociedade pós 25ABRIL'74 tentou resolver o problema e fê-lo com algum sucesso, conseguindo-se que um estado solidário assumisse o custo. Até quando, eis a grande questão que hoje, com a dinâmica económico/financeira quase paradas, se coloca. De onde poderá continuar a vir o dinheiro para sustentar este bem social, agravado com o enorme aumento da esperança média de vida? Grande desafio político se coloca à sociedade e aos decisores!
Portugal, nomeadamente nos anos 50, foi um pouco assim, com a grande diferença de que para os velhos não havia nem cultura similar, nem apoios estatais, nem os jovens, mesmo querendo, tinham dinheiro para suportar esse custo. Os velhos, andrajosos e esfomeados, mendigavam de casa em casa, dia à dia, para sobreviverem. Cenários tristes, bem tristes. A sociedade pós 25ABRIL'74 tentou resolver o problema e fê-lo com algum sucesso, conseguindo-se que um estado solidário assumisse o custo. Até quando, eis a grande questão que hoje, com a dinâmica económico/financeira quase paradas, se coloca. De onde poderá continuar a vir o dinheiro para sustentar este bem social, agravado com o enorme aumento da esperança média de vida? Grande desafio político se coloca à sociedade e aos decisores!
terça-feira, 15 de março de 2011
25ABRIL'74-Ideias generosas
As Ideias-Força, voluntaristas e generosas que brotaram com o 25ABRIL74, difundiram na Sociedade Portuguesa a ideia de que o Estado seria, a partir dali, o grande, o principal e até o único responsável pela segurança social dos cidadãos, devendo ser capaz de acolher e responder a todas as situações. Extrapolou-se essa função de cobertura social para o grande condutor da economia. Tudo ficaria dependente da dinâmica que o estado fosse capaz de imprimir nos mais diversos sectores. As ideias pcpistas do estado patrão enraizaram e fizeram o seu caminho e ainda hoje são a âncora maior para a estabilidade e segurança social. Por dá cá aquela palha, se chama pela intervenção do estado. Está de tal modo sedimentada a ideia que, sair dela, vai ser muito difícil. E, goste-se ou não, temos de sair dela. O estado, nomeadamente no sector social, a médio prazo, não vai ser capaz de o continuar a financiar como até aqui, pelo simples facto de que não vai ter dinheiro. O que fazer? Qual a solução possível? Talvez um mix de ambas (público/privado). Embora haja sectores que devessem ser consideradas públicos (rede de água, o melhor exemplo), falta saber até que ponto - não esquecer as imposições da TroiKa – o estado lhes consegue escapar. Por outro lado, e aqui é que está o ponto, a gestão pública, salvo raríssimos casos, tem-se revelado desastrosa na gestão empresarial (custos incontrolados), não contribuindo para um bom funcionamento da economia, alavancando-a desmesuradamente. A discussão está a fazer-se. Aguardamos as conclusões se é que vão acontecer.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
O que fazer, Quando fazer
O Governo há muita sabia que as medidas agora anunciadas tinham de ser tomadas. A questão que sempre se lhe pôs foi, quando. O timing certo. Quando é que a sociedade estaria receptiva a tais medidas provocando o mínimo de turbulência social. Como Governo minoritário, não poderia arriscar agir unilateral e precipitadamente. A oposição não colaborava e sentia-se excessivamente sozinho para tomar as medidas com esta envergadura, dimensão e impacto. Optou então por deixar que a situação se degrada, que matura-se, que a maçã apodrece-se. Que fosse bem visível, por todos, que não havia outro caminho. Esperou que ficasse claro que a oposição não colaboraria. Que a ODCE anuncia-se as s/ oito medidas (e tão comentadas que foram); que a U.E., através dos seus representantes, incluindo Durão Barroso, manifestasse, alto e bom som, que era chegada a hora de intervir. Que as taxas de Juros, na colocação da n/ dívida, atingisse os máximos. Disfarçadamente esmagados pela pressão nacional e internacional, agiram então.
Pelo que se está a observar, o acolhimento das medidas está a ser razoàvelmente pacífico. Veremos, claro. Mas a situação estava, repito, madura. O risco de erosão ou colapso do Governo foi sábia e prudentemente acautelado. Era chegada a altura. De resto as medidas foram, com um ou outro ajustamento, replicadas de outros países. Ou seja, mais ou menos já todos sabiam o que aí vinha. Claro que ocorrerão manifestações várias, mas não serão exageradas. Aliás os mais atingidos (com ordenados superiores a 1.500€), não ousarão expor-se pùblicamente, sabendo que correrão o risco de serem 'apedrejados'. Mas todos sabem que o caminho era este. De resto a equação encontrada, um mix de corte nas despesas (2/3) com aumento de imposto (1/3), está a ser recebida, no geral, com bastante consensualidade.
Pelo que se está a observar, o acolhimento das medidas está a ser razoàvelmente pacífico. Veremos, claro. Mas a situação estava, repito, madura. O risco de erosão ou colapso do Governo foi sábia e prudentemente acautelado. Era chegada a altura. De resto as medidas foram, com um ou outro ajustamento, replicadas de outros países. Ou seja, mais ou menos já todos sabiam o que aí vinha. Claro que ocorrerão manifestações várias, mas não serão exageradas. Aliás os mais atingidos (com ordenados superiores a 1.500€), não ousarão expor-se pùblicamente, sabendo que correrão o risco de serem 'apedrejados'. Mas todos sabem que o caminho era este. De resto a equação encontrada, um mix de corte nas despesas (2/3) com aumento de imposto (1/3), está a ser recebida, no geral, com bastante consensualidade.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Solução: corte nas despesas, aumento de impostos ou um mix de ambas.
Com os holofotes internacionais - a Agências de Rating e U.E. à cabeça - a incidirem sobre a nossa dívida, nacional e principalmente internacional, as diversas soluções já elencadas para a resolver são claras: i) cortar nas despesas, ii) aumentar os impostos ou iii) um mix das duas.
1. Cortar nas despesas seria, òbviamente, a solução mais aconselhada e duradoira(todos o dizem): reduzir as transferências para as Autarquias; para os Governos Regionais; para as Empresas Públicas; Eliminar Institutos e Fundações; reduzir os ordenados da Função Pública ...
Aplicar esta receita seria relativamente pacífica, excepto no último ponto. Como reduzir, silenciosamente, os ordenados dos Polícias, dos Professores, dos Militares, dos Médicos, dos Enfermeiros, por exemplo? (só nestes 5 grupos está 80% da despesa). Lembremo-nos que são os grupos com maior força corporativa, que melhor ganham - pagos pelo OGE -, capazes de se organizarem em 'lobi' e de enfrentar qualquer Governo, principalmente se for minoritário. Um solução que, se não for suportada pelos vários partidos, não é passível de execução. E mesmo assim ...
2. Aumentar os impostos, o mais possível equitativamente, seria a solução socialmente menos dolorosa e de resultados mais rápidos. Porém, os mais ilustres economistas nacionais e não só, dizem que tal atitude tem efeitos muito perversos no crescimento da economia de curto, médio e longo prazos. E que, digo eu, contribuiriam, òbjectivamente, para a manutenção das disparidades salariais conhecidas, em particular da função pública. (este ano, mesmo sem aumentos salariais oficiais, os ordenados da Função Pública aumentaram mais de 4%, só pela aplicação do clausulado contratual). Evidentemente, traria algumas convulsões sociais. (vejam-se as greves que, pelas mesmas razões, ocorrem na Grécia e em Espanha).
Os Partidos da oposição, dizem que tem de ser do lado das despesas, tentando encurralar o Governo, encostando-o às tábuas, e obrigando-o a ficar com o ónus das enormes contestações que as Corporações lhe moveriam, tententado assim capitalizar votos. O Governo sabendo disso, diz que está disposto a negociar com os outros partidos, mas, sabendo das contestações, preferirá ser o FMI/U.E. - entidades externas - a ditarem o caminho a seguir, e por-se a salvo a tempo, alijando o ónus.
Neste quadro, não é difícil de admitir que, de facto, a solução seria a vinda destas Instituições e serem elas as 'responsáveis' pelas medidas necessárias, que serão brutais e socialmente cegas. Com eles as preocupações são mais com os resultados e menos com os meios para lá chegar. Aplicarão o mix de ambas de forma a obter resultados ràpidamente.
Ninguém gosta que sejam estranhos a mandar na nossa casa, mas com o actual status quo político, seria um mal necessário e aconselhável, quanto a mim.
Atendendo à crescente taxa de juros que nos é exigida em todos os prazos na colocação da nossa dívida (atingiu o máximo histórico e igual à Grécia quando esta foi intervencionada pelo FMI/U.E.), reafirmando, penso que estão - também por esta razão - criadas as condições para a intervenção do FMI.Com realismo e sem preconceitos, venham esses Senhores.
1. Cortar nas despesas seria, òbviamente, a solução mais aconselhada e duradoira(todos o dizem): reduzir as transferências para as Autarquias; para os Governos Regionais; para as Empresas Públicas; Eliminar Institutos e Fundações; reduzir os ordenados da Função Pública ...
Aplicar esta receita seria relativamente pacífica, excepto no último ponto. Como reduzir, silenciosamente, os ordenados dos Polícias, dos Professores, dos Militares, dos Médicos, dos Enfermeiros, por exemplo? (só nestes 5 grupos está 80% da despesa). Lembremo-nos que são os grupos com maior força corporativa, que melhor ganham - pagos pelo OGE -, capazes de se organizarem em 'lobi' e de enfrentar qualquer Governo, principalmente se for minoritário. Um solução que, se não for suportada pelos vários partidos, não é passível de execução. E mesmo assim ...
2. Aumentar os impostos, o mais possível equitativamente, seria a solução socialmente menos dolorosa e de resultados mais rápidos. Porém, os mais ilustres economistas nacionais e não só, dizem que tal atitude tem efeitos muito perversos no crescimento da economia de curto, médio e longo prazos. E que, digo eu, contribuiriam, òbjectivamente, para a manutenção das disparidades salariais conhecidas, em particular da função pública. (este ano, mesmo sem aumentos salariais oficiais, os ordenados da Função Pública aumentaram mais de 4%, só pela aplicação do clausulado contratual). Evidentemente, traria algumas convulsões sociais. (vejam-se as greves que, pelas mesmas razões, ocorrem na Grécia e em Espanha).
Os Partidos da oposição, dizem que tem de ser do lado das despesas, tentando encurralar o Governo, encostando-o às tábuas, e obrigando-o a ficar com o ónus das enormes contestações que as Corporações lhe moveriam, tententado assim capitalizar votos. O Governo sabendo disso, diz que está disposto a negociar com os outros partidos, mas, sabendo das contestações, preferirá ser o FMI/U.E. - entidades externas - a ditarem o caminho a seguir, e por-se a salvo a tempo, alijando o ónus.
Neste quadro, não é difícil de admitir que, de facto, a solução seria a vinda destas Instituições e serem elas as 'responsáveis' pelas medidas necessárias, que serão brutais e socialmente cegas. Com eles as preocupações são mais com os resultados e menos com os meios para lá chegar. Aplicarão o mix de ambas de forma a obter resultados ràpidamente.
Ninguém gosta que sejam estranhos a mandar na nossa casa, mas com o actual status quo político, seria um mal necessário e aconselhável, quanto a mim.
Atendendo à crescente taxa de juros que nos é exigida em todos os prazos na colocação da nossa dívida (atingiu o máximo histórico e igual à Grécia quando esta foi intervencionada pelo FMI/U.E.), reafirmando, penso que estão - também por esta razão - criadas as condições para a intervenção do FMI.Com realismo e sem preconceitos, venham esses Senhores.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Fim do Caso Freeport
Ao longo de todo este processo, muitos foram os que vociferaram - a palavra mais exacta é conspiraram -, contra 1º Ministro, tentando atingí-lo polìticamente. Derrubá-lo simplesmente era o lema. A oposição, encabeçada entre outros por JPPereira, esmiuçava tudo à procura do melhor argumento para sustentar a tese da corrupção. Inteligentes como são e pensando, no seu egocentrismo, que conseguiam vender a ideia, e em perfeita deriva intelectual - eles que se julgam impolutos -, debitaram diàriamente sound bites para os media. Chegavam a parecer actos de autêntica catarse em público, chegando mesmo a construir uma corrente de opinião que quase levou o 1º Ministro à saída.
Finalmente - e diferente de muitos outros casos - o Tribunal pronunciou-se pela não acusação ao 1º M. Não se apurou qualquer tipo de envolvimento polìticamente condenável.
Curiosamente, diria que toda a gente - opinião publicada - se regozijou com a sentença, melhor dizendo, com o facto de, por uma vez, o tribunal ter concluído um processo destes.
Não vi, salvo distracção, ninguém dos outrora detractores da imagem do 1º M, dar a cara e retractar-se pela maledicência com que, objectiva e afanosamente se tinham empenhado ao longo dos meses na tentiativa de o enlamear. Ficou claro que, agora, tentaram passar pelos pingos da chuva sem que fossem vistos. Não mais falaram nisso e mais, ouvi muita gente bem-dizer do 1º M, realçando-lhe inclusive as qualidades como Governante.
É inaceitável que em política tudo valha para se conseguir chegar ao poder. Não prevalecem os valores tradicionais nem a ética e assim também a sociedade vai sucumbindo. Uma sociedade sem valores, sem referências, não é sustentável e terá um futuro bem complicado.
Finalmente - e diferente de muitos outros casos - o Tribunal pronunciou-se pela não acusação ao 1º M. Não se apurou qualquer tipo de envolvimento polìticamente condenável.
Curiosamente, diria que toda a gente - opinião publicada - se regozijou com a sentença, melhor dizendo, com o facto de, por uma vez, o tribunal ter concluído um processo destes.
Não vi, salvo distracção, ninguém dos outrora detractores da imagem do 1º M, dar a cara e retractar-se pela maledicência com que, objectiva e afanosamente se tinham empenhado ao longo dos meses na tentiativa de o enlamear. Ficou claro que, agora, tentaram passar pelos pingos da chuva sem que fossem vistos. Não mais falaram nisso e mais, ouvi muita gente bem-dizer do 1º M, realçando-lhe inclusive as qualidades como Governante.
É inaceitável que em política tudo valha para se conseguir chegar ao poder. Não prevalecem os valores tradicionais nem a ética e assim também a sociedade vai sucumbindo. Uma sociedade sem valores, sem referências, não é sustentável e terá um futuro bem complicado.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Madeira, temporal, 42 mortos.
O temporal que assolou este sábado a Madeira tirou a vida a 42 pessoas e fez 120 feridos, alguns em estado grave. Há ainda a registar 163 desalojados, revelou o secretário dos Assuntos Sociais da Madeira, Francisco Ramos.
A Baixa do Funchal está afogada pela lama, os prejuízos vão levar tempo a ser totalmente contabilizados.
A Madeira acordou hoje mais calma, com o sol a substituir as nuvens cinzentas que cobriram durante o dia de ontem o céu no arquipélago. Só agora se começa a fazer a contabilidade da catástrofe. Por enquanto sabe-se que morreram pelo menos 42 pessoas, 120 ficaram feridas, há 240 desalojados e um número indeterminado de desaparecidos, naquela que foi a maior catástrofe dos últimos 100 anos na região.Os media internacionais destacam o forte temporal que varreu ontem a ilha da Madeira, considerado o mais grave desde 1993.
CNN: "O número de vítimas mortais das inundações e deslizamentos de terras na ilha portuguesa da Madeira subiu para 38, com mais de 100 feridos. Os deslizamentos de terra e inundações arrastaram carros e deitaram ao chão árvores. Centenas de pessoas foram evacuadas para instalações militares e da protecção civil, no Funchal".
Bloomberg: "Tempestade e inundações na ilha portuguesa da Madeira causaram 32 mortos e 68 feridos estão no hospital. Muitas casas e lojas foram inundadas e algumas pontes ruíram".
Sky News: "Pelo menos 32 morreram e dezenas ficaram feridas, depois de inundações e deslizamentos de terras terem provocado o caos na ilha este fim-de-semana. Cheias arrastaram carros e destruíram casas. As ruas ficaram bloqueadas por árvores que caíram e algumas pontes caíram".
BBC: "As forças militares portuguesas enviaram equipas de resgate para a ilha da Madeira, onde pelo menos 32 pessoas morreram devido à tempestade. Toneladas de lama e pedras foram arrastadas pelas encostas da ilha abaixo, inundando as ruas da capital do arquipélago, Funchal, e outras localidades. As autoridades temem que o número de mortos possa aumentar. Água, energia e telecomunicações foram cortadas em algumas regiões".
El Pais: "O temporal de chuva e vento que está a castigar desde sábado de madrugada a ilha turística da Madeira causou pelo menos 40 mortos, mais de 100 feridos e 250 pessoas desalojadas. Portugal acelerou o envio de ajuda de emergência, depois das inundações que também provocaram numeroso danos materiais".
Corriere Della Sera: "O mau tempo, particularmente intenso no sul da ilha, com rajadas de vento superiores a 100 quilómetros por hora, provocaram inundações, deslizamentos e queda de árvores. O aeroporto internacional da Madeira esteve encerrado e também as viagens marítimas foram interrompidas: a Madeira esteve completamente isolada até à noite".
Alguns depoimentos de madeirenses sobre a calamidade:
"Não consigo sequer descrever o que estou sentindo. :// Tenho amigos que até mortos já viram hoje. É uma verdadeira calamidade", disse Isabel Freitas, Estudante de enfermagem."Pá eu continuo preso no centro da cidade desde as 11 da manhã, está muito complicado circular na baixa da cidade. Dolce Vita tem os três andares submersos...Olha confirma-se os 3 andares de estacionamento do Dolce Vita estão completamente inundados. Algumas pessoas estão retidas no Funchal, consigo circular na zona da Sé - Banco de Portugal até o largo do colégio. Na RTP dizem que já há falta de água e as comunicações telefónicas são complicadas.” - Mensagem enviada via sms."Fui parar ao porto santo.. ! era para ter chegado às 9 e depois de muitas tentativas aterrei às 14 horas. Isto esta o caos :((" Mensagem enviada por sms de jovem que chegou hoje ao Funchal de avião."O meu pai foi ao hospital fazer exames mas dps veio-se embora quando começou a ver tantas pessoas feridas.." - Madeirense fala sobre o caos no hospital."Famelga esta tudo bem, estamos em casa. Não consigo fazer chamadas... obrigada!"
A Madeira acordou hoje mais calma, com o sol a substituir as nuvens cinzentas que cobriram durante o dia de ontem o céu no arquipélago. Só agora se começa a fazer a contabilidade da catástrofe. Por enquanto sabe-se que morreram pelo menos 42 pessoas, 120 ficaram feridas, há 240 desalojados e um número indeterminado de desaparecidos, naquela que foi a maior catástrofe dos últimos 100 anos na região.Os media internacionais destacam o forte temporal que varreu ontem a ilha da Madeira, considerado o mais grave desde 1993.
CNN: "O número de vítimas mortais das inundações e deslizamentos de terras na ilha portuguesa da Madeira subiu para 38, com mais de 100 feridos. Os deslizamentos de terra e inundações arrastaram carros e deitaram ao chão árvores. Centenas de pessoas foram evacuadas para instalações militares e da protecção civil, no Funchal".
Bloomberg: "Tempestade e inundações na ilha portuguesa da Madeira causaram 32 mortos e 68 feridos estão no hospital. Muitas casas e lojas foram inundadas e algumas pontes ruíram".
Sky News: "Pelo menos 32 morreram e dezenas ficaram feridas, depois de inundações e deslizamentos de terras terem provocado o caos na ilha este fim-de-semana. Cheias arrastaram carros e destruíram casas. As ruas ficaram bloqueadas por árvores que caíram e algumas pontes caíram".
BBC: "As forças militares portuguesas enviaram equipas de resgate para a ilha da Madeira, onde pelo menos 32 pessoas morreram devido à tempestade. Toneladas de lama e pedras foram arrastadas pelas encostas da ilha abaixo, inundando as ruas da capital do arquipélago, Funchal, e outras localidades. As autoridades temem que o número de mortos possa aumentar. Água, energia e telecomunicações foram cortadas em algumas regiões".
El Pais: "O temporal de chuva e vento que está a castigar desde sábado de madrugada a ilha turística da Madeira causou pelo menos 40 mortos, mais de 100 feridos e 250 pessoas desalojadas. Portugal acelerou o envio de ajuda de emergência, depois das inundações que também provocaram numeroso danos materiais".
Corriere Della Sera: "O mau tempo, particularmente intenso no sul da ilha, com rajadas de vento superiores a 100 quilómetros por hora, provocaram inundações, deslizamentos e queda de árvores. O aeroporto internacional da Madeira esteve encerrado e também as viagens marítimas foram interrompidas: a Madeira esteve completamente isolada até à noite".
Alguns depoimentos de madeirenses sobre a calamidade:
"Não consigo sequer descrever o que estou sentindo. :// Tenho amigos que até mortos já viram hoje. É uma verdadeira calamidade", disse Isabel Freitas, Estudante de enfermagem."Pá eu continuo preso no centro da cidade desde as 11 da manhã, está muito complicado circular na baixa da cidade. Dolce Vita tem os três andares submersos...Olha confirma-se os 3 andares de estacionamento do Dolce Vita estão completamente inundados. Algumas pessoas estão retidas no Funchal, consigo circular na zona da Sé - Banco de Portugal até o largo do colégio. Na RTP dizem que já há falta de água e as comunicações telefónicas são complicadas.” - Mensagem enviada via sms."Fui parar ao porto santo.. ! era para ter chegado às 9 e depois de muitas tentativas aterrei às 14 horas. Isto esta o caos :((" Mensagem enviada por sms de jovem que chegou hoje ao Funchal de avião."O meu pai foi ao hospital fazer exames mas dps veio-se embora quando começou a ver tantas pessoas feridas.." - Madeirense fala sobre o caos no hospital."Famelga esta tudo bem, estamos em casa. Não consigo fazer chamadas... obrigada!"
sábado, 20 de fevereiro de 2010
ONG's

Estive uns tempos a viver no Hotel Presidente em Luanda (5* +/- 300 €/dia) e fazia-me companhia uma senhora pertencente à PAM(?). Baixinha, gordinha, de bem com a vida, que toda a vida tinha pertencido a uma qualquer ONG. Vivia bem e feliz.
A tv relata-nos o caso de um português que vive no Haiti, integrando uma ONG, há 27 anos.
São conhecidos muitos exemplos de pessoas que periódica ou permanentemente se entregam as estas nobres causas. E ainda bem.
Muita dessa gente, porém, anda nessa actividade como única alternativa de vida, obtendo disso um bom rendimento, um quê de aventura que todo o ser humano ambiciona, e uma realização pessoal satisfatória, a coberto destas ong's. E é este lado que os media não falam. Dir-se-á que é justo e sem isso as ong’s não funcionariam. É verdade. Mas há que desmistificar a relativa moralidade e bondade destas atitudes. Continuar a apoiar essa gente sim mas percebendo as suas reais motivações.
O novo governo
Viva a Manuela Moura Guedes (que finalmente anda em saltos altos, bem visível). Viva Mário Crespo (que finalmente saboreia o facto de todos falarem dele e até publica livro, = + $). Viva o SOL (que finalmente ganha quota de mercado e $, escapando da falência). Viva o Público (e o s/ ex-director que conseguiu arruinar a reputação de seriedade que tinha o Jornal).Viva o Juiz de Aveiro (que tão prejudicados foram os Juízes com a reforma de Sócrates...).
Ganharam as últimas eleições e portanto têm de governar. O povo agradece.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
CUBA. Fui lá ver...
A informação que tinha sobre Cuba era muita e diversificada. Como seria realmente a vida das pessoas? E o País? Quem fala verdade? Fidel?
Pois bem, fui lá ver com os meus próprios olhos. E o que vi não foi nada bom. A imagem que mais permanece é a da pobreza, da miséria para ser rigoroso.
O País no seu todo mais parece ter saído de um enorme terramoto, uns anos atrás, e não mais ter tido condições para se recompor. Está parado no tempo, há 50 anos. As pessoas nada têm para viver. Supermercados, não há, e quando há nada têm para vender. E, mesmo que tivessem, não há dinheiro para comprar. Os stocks das mercearias são confrangedores. Existe o sistema de caderneta/senha que controla o que cada família pode comprar por mês. A economia não funciona. Não há empregos verdadeiramente. O grande empregador é o estado e só o estado. A única excepção é o vendedor de pirolitos (que exagero!) e, mesmo esses, pagam impostos. O estado a todos emprega. No supermercado vi mais empregados que clientes. As pessoas não sabem o que fazer para melhorar suas economias. O estado não permite alternativas. Todos são seus empregados. Impotentes e resignadas já não lutam. Fica a ideia de que não têm mais força. Estão exaustas de tantos anos de sofrimento, situação que não é só de agora da era Fidel mas que remonta ao colonialismo, Espanhol e Americano. A luta pela independência explica-se e até se aceita, o que não se aceita é o continuado fecho de portas ao mundo. Não é possível a qualquer país viver fechado em si mesmo. As consequências disso são terríveis para as suas gentes. Gente que vai sabendo como é o mundo através dos turistas. Da geração antiga não adianta esperar mais. Só da nova, da que agora tem 20/30 anos, é que sairá força para acabar com o sistema e virar a ilha para fora. É com essa gente, com perfil idêntico à geração de 60 – que nada teve a ver com a 2ª guerra e que não queria continuar a pagar-lhe os custos – é que será possível dar a volta. Demorará portanto ainda alguns anos. Os homens que ainda estão no poder e a sua imensa entourage não vão deixar fàcilmente o lugar. Aguentarão até ao limite, até serem empurrados. Homens marcados que, inexoràvelmente, serão atirados borda fora.
Nenhum governante, qualquer regime e a qualquer título, tem o direito de manter durante tantos anos – 50 anos – tanta gente, várias gerações, amordaçadas, oprimidas, escondidas e esfomeadas. Muita dessa gente passou pela vida sem a conhecer e viver.
Contudo vi gente simpática, muito cordial e amistosa. Usam aliás a simpatia para se aproximarem do turista, mais exactamente dos dólares. Disfarçadamente interesseiras. Os ilhéus têm uma característica em comum: sabem que por mais que corram ou tentem fugir, têm sempre aquela barreira natural e muitas vezes intransponível que é o mar. E no caso de Cuba, imenso mar. São prisioneiras na própria terra natal. Fidel não deixa sair, não há barcos à mão, não há dinheiro – muito menos dinheiro convertível. Daí a resignação e o tentar viver com o que há. São poucos os que tentam sair. Alguns o tentaram, poucos com sucesso, mas é um sério risco de vida.
E a ilha é tão bonita e agradável para se viver. Que o diga Ernest Hemingway ou o nosso Eça de Queiroz. Onde encontrar um mar como o de Caribe com as suas areias brancas e a suas águas de azul-turquesa, uma água sempre cristalina e quente, um sol abundante e uns daiquiris/mojitos deliciosos!? Porque não experimentar um puro, cuhíba por exemplo.
Tenho o desejo de poder ainda ver um dia uma 'Cuba Livre e independente', livre de Fidel e do 'comandante Cheguevara'. As suas gentes merecem uma Oportunidade.
Pois bem, fui lá ver com os meus próprios olhos. E o que vi não foi nada bom. A imagem que mais permanece é a da pobreza, da miséria para ser rigoroso.
O País no seu todo mais parece ter saído de um enorme terramoto, uns anos atrás, e não mais ter tido condições para se recompor. Está parado no tempo, há 50 anos. As pessoas nada têm para viver. Supermercados, não há, e quando há nada têm para vender. E, mesmo que tivessem, não há dinheiro para comprar. Os stocks das mercearias são confrangedores. Existe o sistema de caderneta/senha que controla o que cada família pode comprar por mês. A economia não funciona. Não há empregos verdadeiramente. O grande empregador é o estado e só o estado. A única excepção é o vendedor de pirolitos (que exagero!) e, mesmo esses, pagam impostos. O estado a todos emprega. No supermercado vi mais empregados que clientes. As pessoas não sabem o que fazer para melhorar suas economias. O estado não permite alternativas. Todos são seus empregados. Impotentes e resignadas já não lutam. Fica a ideia de que não têm mais força. Estão exaustas de tantos anos de sofrimento, situação que não é só de agora da era Fidel mas que remonta ao colonialismo, Espanhol e Americano. A luta pela independência explica-se e até se aceita, o que não se aceita é o continuado fecho de portas ao mundo. Não é possível a qualquer país viver fechado em si mesmo. As consequências disso são terríveis para as suas gentes. Gente que vai sabendo como é o mundo através dos turistas. Da geração antiga não adianta esperar mais. Só da nova, da que agora tem 20/30 anos, é que sairá força para acabar com o sistema e virar a ilha para fora. É com essa gente, com perfil idêntico à geração de 60 – que nada teve a ver com a 2ª guerra e que não queria continuar a pagar-lhe os custos – é que será possível dar a volta. Demorará portanto ainda alguns anos. Os homens que ainda estão no poder e a sua imensa entourage não vão deixar fàcilmente o lugar. Aguentarão até ao limite, até serem empurrados. Homens marcados que, inexoràvelmente, serão atirados borda fora.
Nenhum governante, qualquer regime e a qualquer título, tem o direito de manter durante tantos anos – 50 anos – tanta gente, várias gerações, amordaçadas, oprimidas, escondidas e esfomeadas. Muita dessa gente passou pela vida sem a conhecer e viver.
Contudo vi gente simpática, muito cordial e amistosa. Usam aliás a simpatia para se aproximarem do turista, mais exactamente dos dólares. Disfarçadamente interesseiras. Os ilhéus têm uma característica em comum: sabem que por mais que corram ou tentem fugir, têm sempre aquela barreira natural e muitas vezes intransponível que é o mar. E no caso de Cuba, imenso mar. São prisioneiras na própria terra natal. Fidel não deixa sair, não há barcos à mão, não há dinheiro – muito menos dinheiro convertível. Daí a resignação e o tentar viver com o que há. São poucos os que tentam sair. Alguns o tentaram, poucos com sucesso, mas é um sério risco de vida.
E a ilha é tão bonita e agradável para se viver. Que o diga Ernest Hemingway ou o nosso Eça de Queiroz. Onde encontrar um mar como o de Caribe com as suas areias brancas e a suas águas de azul-turquesa, uma água sempre cristalina e quente, um sol abundante e uns daiquiris/mojitos deliciosos!? Porque não experimentar um puro, cuhíba por exemplo.
Tenho o desejo de poder ainda ver um dia uma 'Cuba Livre e independente', livre de Fidel e do 'comandante Cheguevara'. As suas gentes merecem uma Oportunidade.
Cuba. Mercado negro cresce na web.
"Publicado em 03 de Fevereiro de 2010
Um bairro nos arredores da capital cubana, Havana, uma mulher, mãe de dois filhos, vai de porta em porta vender fitas de cabelo e outros artigos aos vizinhos. Um homem idoso vende também bolachas e doces àqueles que tocam à campainha da sua casa dilapidada. Uma avó enche latas de cerveja vazias com rum barato, que vende à noite para arredondar o orçamento.Este género de iniciativas é ilegal, mas floresce nas ruas da cidade, mesmo debaixo do nariz dos capitães do quarteirão, cuja missão é reportar este tipo de transgressões à cadeia de comando do Partido Comunista.Cuba vive um momento duro em termos económicos e, embora o mercado negro por aqui sempre tenha sido animado, parece particularmente intenso hoje em dia, com os cubanos empreendedores numa busca constante de compatriotas com dinheiro para gastar.Não há anúncios classificados no jornal do Partido Comunista "Granma" nem nas outras publicações estatais que circulam em Cuba. Em vez disso, as vendas são feitas através da Radio Bemba, que não é uma estação de rádio. Acaba mais por ser uma ampla rede de bisbilhotice nacional, baptizada a partir da palavra espanhola que significa lábio.Dois cubanos na casa dos 20 anos, que trocaram a ilha por Espanha, criaram uma forma de facilitar as vendas secretas. É uma espécie de Craigslist [site norte-americano que disponibiliza anúncios gratuitos a nível mundial - atinge mais de 400 cidades - desde ofertas de empregos, electrodomésticos a fóruns de discussão online] cubana, que permite a um número de de cubanos ainda pequeno, mas em crescimento, com acesso a computadores e à internet, comprarem e venderem com menos secretismo, através da web.As autoridades, apesar de recentemente terem atenuado um pouco as restrições à venda de computadores, têm bloqueado repetidamente o acesso ao seu website, Revolico, que significa rebuliço. Um dos programadores que criou o site (www.revolico.com) explica, por email, que ele e o co-fundador travam uma batalha constante para conseguirem que o site passe a censura do governo. "Escolhemos o nome para aludir à desordem que estamos a tentar organizar", explica o programador, que falou sob anonimato para que os seus familiares, que ainda vivem na ilha, não tenham problemas com as autoridades.Embora reconheça que a Craigslist foi a inspiração para o Revolico, o site cubano está construído de forma a abrir mais rapidamente nas fracas velocidades de ligação de Cuba. E embora algumas categorias do site - carros para venda, computadores, rapazes procuram raparigas, rapazes procuram rapazes, por exemplo - sejam idênticas às da Craigslist, há muitas trocas que são particularmente cubanas. Por exemplo, vendem-se lugares na fila para os vistos na embaixada espanhola para sair de Cuba. Ou oferecem-se casamentos para ajudar os cubanos a partirem para outro país. Ou, ainda, os carros clássicos, como um Dodge de 1950, um Chevy de 1956 ou um Buick de 1954, todos ainda a andarem depois de terem sido reparados com peças improvisadas durante mais de meio século.Existe claramente um mercado para este site, como demonstra o aumento regular do número de visitantes, tanto dentro como fora de Cuba. O site, que entrou online em Dezembro de 2007, está actualmente acessível fora de Cuba e também aos cubanos que utilizem um software especial para contornar o bloqueio imposto pelas autoridades de Havana. Em Janeiro de 2008, houve 336 595 visitas a este mercado negro online. Mas, em Janeiro de 2009, as visitas já tinham aumentado para 1 331 161. Em Agosto de 2009, o Revolico anunciou que ultrapassara os dois milhões de visitas mensais.As ofertas neste bazar online cobrem toda a gama de produtos, embora seja impossível dizer quais são os vendedores que são legítimos, quais são vigaristas e quais poderão mesmo ser agentes do governo a montar uma armadilha. Um post recente oferecia antenas de satélite ilegais, que as autoridades por vezes apreendem de cima dos telhados para impedirem transmissões estrangeiras nos lares cubanos. Havia também oferta de aulas de inglês, máquinas de escrever antigas, brinquedos sexuais, cães de raça e químicos para branquear os dentes. Procuravam-se pessoas com permissão para viajar para comprar roupas, electrónica e outros artigos e trazê-las na sua bagagem.O fundador diz saber da existência de cubanos que ganham a vida praticamente só a comprar e a vender artigos no Revolico. Um cliente habitual diz ter comprado o Windows 7 no site por cerca de cinco dólares: qualquer coisa como 3,40 euros. Telefonou para o número que vinha no anúncio do Revolico e, em seguida, um jovem apresentou-se à sua porta e instalou o software pirateado no seu computador."No Revolico, vemos Cuba exposta, as vidas quotidianas dos cubanos, coisas que revelam muito da Cuba actual", diz o fundador.
Independência Jornalística!
Ao longo da última legislatura, e também na era Cavaco (o que ele fez para conseguir a maioria!), a oposição de agora e a de outrora - incluem-se portanto todos os agentes políticos - defenderam, exaustivamente, como melhor sistema político, o da governação de uma minoria. O argumento de agora e o de então era o de que um governo minoritário era mais democrático (governaria mais próximo das pessoas), tentando assim fragilizar quem estivesse no poder semeando na sociedade a ideia de que os governos maioritários não o são tanto quanto os outros.
Para ampliar esta ideia força, é utilizada a comunicação social, toda ela. Sabendo nós que a independência da comunicação social visa servir justamente os diferentes grupos que de resto lhes paga, temos que ganha essa batalha quem mais comunicação conseguir arregimentar, quem consegue falar mais alto. Os jornalistas, no geral, a coberto da bondade da ideia da independência jornalística, estão pois ao serviço - sempre - de uma ou outra correntes. As últimas peripécias ocorridas inserem-se neste contexto. TVI, SOL, PÚBLICO serviram os seus grupos disfarçados de D. Quixote.
Percorrendo os governos europeus em geral, salvo raras excepções, são governos ou maioritários ou com alianças parlamentares sólidas capazes de imprimir à sua governação um rumo certo, rumo que transmita à população em geral a percepção de que os seus destinos estão em boas mãos.
Para ampliar esta ideia força, é utilizada a comunicação social, toda ela. Sabendo nós que a independência da comunicação social visa servir justamente os diferentes grupos que de resto lhes paga, temos que ganha essa batalha quem mais comunicação conseguir arregimentar, quem consegue falar mais alto. Os jornalistas, no geral, a coberto da bondade da ideia da independência jornalística, estão pois ao serviço - sempre - de uma ou outra correntes. As últimas peripécias ocorridas inserem-se neste contexto. TVI, SOL, PÚBLICO serviram os seus grupos disfarçados de D. Quixote.
Percorrendo os governos europeus em geral, salvo raras excepções, são governos ou maioritários ou com alianças parlamentares sólidas capazes de imprimir à sua governação um rumo certo, rumo que transmita à população em geral a percepção de que os seus destinos estão em boas mãos.
Defender o contrário não é sério. Está mais que provado. E em Portugal muito mais. Com as percentagens das forças partidárias existentes no terreno não é viável uma governação minoritária. Acrescente-se ainda a crise e a dificuldade que qualquer governo minoritário tem para tomar as medidas necessárias, e temos explicado o clima político entre nós.
Sócrates sucumbe! António Costa 1º ministro!
Começo a pensar que Sócrates vai sucumbir à enorme avalanche de casos criados na comunicação social. A orquestra regida por várias batutas está afinada numa nota: derrubar Sócrates. E estão quase a consegui-lo. Para eles não importa de saber se os ‘casos’ publicados são verdade ou não. Importa tirá-lo de lá. Ele mexeu em muitos interesses instalados prejudicando-os a favor de uma melhor gestão do colectivo e maior equidade social, quando tinha maioria, e esses interesses ‘diminuídos’ não lhe perdoam.
Por outro lado seu entourage começa a dar sinais de cansaço, a sucumbir eles também, quando começam a argumentar, por exemplo, que existem dentro do PS boas alternativas a Sócrates…
Desiludam-se contudo os maestros. Podem conseguir derrubar Sócrates mas não haverá eleições gerais antecipadas. A não ser que, nos próximos meses, haja sondagens que dêem ao PS novamente a ambicionada maioria. Caso não, o PS gerará um novo primeiro-ministro e impolo-á. Nesta linha tem lá dois homens que porão os maestros a tocar a sua música: António Vitorino e António Costa. O primeiro creio que não quererá mas o segundo avança concerteza.
A sua retirada para a Câmara de Lisboa foi um acto premeditado visando resguardá-lo da exposição pública e mantê-lo intacto para uma eventual necessidade. Resultou e ele deverá ser o próximo primeiro-ministro.
Por outro lado seu entourage começa a dar sinais de cansaço, a sucumbir eles também, quando começam a argumentar, por exemplo, que existem dentro do PS boas alternativas a Sócrates…
Desiludam-se contudo os maestros. Podem conseguir derrubar Sócrates mas não haverá eleições gerais antecipadas. A não ser que, nos próximos meses, haja sondagens que dêem ao PS novamente a ambicionada maioria. Caso não, o PS gerará um novo primeiro-ministro e impolo-á. Nesta linha tem lá dois homens que porão os maestros a tocar a sua música: António Vitorino e António Costa. O primeiro creio que não quererá mas o segundo avança concerteza.
A sua retirada para a Câmara de Lisboa foi um acto premeditado visando resguardá-lo da exposição pública e mantê-lo intacto para uma eventual necessidade. Resultou e ele deverá ser o próximo primeiro-ministro.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Política, Economia e Off Shore
Supremacia da economia em detrimento da política.
Nunca ninguém percebeu, a não ser os próprios beneficiários do sistema, porque é que os Governos, a nível mundial, deixaram que se criassem as Off-Shore. Os Governos sabiam que esse sistema era, claramente, uma fuga aos impostos - a sua mais valia de resto -, impostos esses de que (os Governos) sabiam não poder prescindir. Nunca o deveriam ter autorizado. Sabiam ou deviam saber que, pela imponderabilidade da evolução da economia e pelas cada vez mais exigentes condições sociais, nunca poderiam abdicar da capacidade de captar impostos e entregar a meia dúzia, justamente os mais endinheirados, essas verbas tão necessárias a qualquer OJE. Mas os homens do dinheiro tudo querem e tudo podem e os políticos mostraram até hoje, não terem força suficiente para se lhes impor. Aliás muitos políticos são eles próprios os homens do dinheiro. Abraçam a política para fins económicos e financeiros. Tantos exemplos...
E, neste estado de coisas, chegamos à CRISE, com a conhecida responsabilidade dos homens das finanças.
Os Governantes do mundo tinham agora a oportunidade única de, não só impor novas regras ao mundo financeiro como erradicar as Offshore. Seria um passo de gigante para impor, assim, a política às finanças.
Fizeram-se muitas reuniões a muitos níveis, principalmente as ocorridas entre os grandes blocos económicos. Era aí que tudo se jogava e que alguma coisa podia acontecer uma vez que a nenhum país, isoladamente, se aconselha que o faça. Seria um suicídio. Tem de ser uma solução global concertada, sem excepções que furem o sistema.
Barack Obama, no epicentro do problema e portador de muitas expectativas, pensou-se que seria homem capaz de impulsionar a resolução da questão. Ainda não o fez. Deixou passar, também ele, a ocasião política para colaborar activamente na alteração do tema. Penso que teve na mão o tempo certo de agir, ele e o mundo em geral. O tempo urge. Começa a ser tarde. O clima é-lhe cada vez menos favorável interna e externamente. Penso mesmo que já nem ele nem outrem têm força social e política e estatuto para repegar no assunto. E é pena.
Oxalá esteja enganado e amanhã venha a contradizer-me, mas acho que não, infelizmente.
Nunca ninguém percebeu, a não ser os próprios beneficiários do sistema, porque é que os Governos, a nível mundial, deixaram que se criassem as Off-Shore. Os Governos sabiam que esse sistema era, claramente, uma fuga aos impostos - a sua mais valia de resto -, impostos esses de que (os Governos) sabiam não poder prescindir. Nunca o deveriam ter autorizado. Sabiam ou deviam saber que, pela imponderabilidade da evolução da economia e pelas cada vez mais exigentes condições sociais, nunca poderiam abdicar da capacidade de captar impostos e entregar a meia dúzia, justamente os mais endinheirados, essas verbas tão necessárias a qualquer OJE. Mas os homens do dinheiro tudo querem e tudo podem e os políticos mostraram até hoje, não terem força suficiente para se lhes impor. Aliás muitos políticos são eles próprios os homens do dinheiro. Abraçam a política para fins económicos e financeiros. Tantos exemplos...
E, neste estado de coisas, chegamos à CRISE, com a conhecida responsabilidade dos homens das finanças.
Os Governantes do mundo tinham agora a oportunidade única de, não só impor novas regras ao mundo financeiro como erradicar as Offshore. Seria um passo de gigante para impor, assim, a política às finanças.
Fizeram-se muitas reuniões a muitos níveis, principalmente as ocorridas entre os grandes blocos económicos. Era aí que tudo se jogava e que alguma coisa podia acontecer uma vez que a nenhum país, isoladamente, se aconselha que o faça. Seria um suicídio. Tem de ser uma solução global concertada, sem excepções que furem o sistema.
Barack Obama, no epicentro do problema e portador de muitas expectativas, pensou-se que seria homem capaz de impulsionar a resolução da questão. Ainda não o fez. Deixou passar, também ele, a ocasião política para colaborar activamente na alteração do tema. Penso que teve na mão o tempo certo de agir, ele e o mundo em geral. O tempo urge. Começa a ser tarde. O clima é-lhe cada vez menos favorável interna e externamente. Penso mesmo que já nem ele nem outrem têm força social e política e estatuto para repegar no assunto. E é pena.
Oxalá esteja enganado e amanhã venha a contradizer-me, mas acho que não, infelizmente.
OBRIGADO, povo chines!
Os paladinos dos direitos do Homem, desde Mão Tse Tung até hoje, passando pelo bando dos 4, sempre apontaram baterias para a china reclamando desta a aplicação dos DH, como conhecidos no mundo ocidental. A China por seu lado sempre fez ouvidos de mercador e proseguiu sózinha seu caminho indiferente ao que lhe era exigido. Cresceu, cresceu muito, enriqueceu, cumprindo-se acelaradamente a profecia de Nostradamus.
Apesar de crescer não cuidou dos DH. Não gastou dinheiro com a assistência social a 1,3 bi de pessoas. E isso é muito, mas muito dinheiro se comparado com o que é gasto nessa rubrica no mundo ocidental. Comprou dívida americana (900 mm de dólares), investiu em todo o mundo. O dinheiro, por via dessa poupança, abunda. Diria até que sobra.
Dá-se a crise e o mundo fica sem dinheiro para encarar o dia à dia e o futuro. Os EUA têm a maior deficit de sempre, países vão à falência outros a caminho. A China para não perder o que já tinha investido por esse mundo fora, abre os cordões à bolsa e empresta mais e mais. Que dinheiro emprestado é esse? Justamente aquele que não foi gasto com a assistência social, com as pessoas do próprio país. A China subsidia o mundo à custa das pessoas que continuam a viver mal, muito mal.
O que se exigia do mundo ocidental e em particular dos ditos paladinos dos DH - que agora estão calados - é que, no mínimo, tivessem uma palavra de gratidão para com esse povo. O mundo ocidental ou a maioria dele continua a viver, pràticamente, como sempre viveu, isto é bem, enquanto esse povo continua como sempre esteve: mal.
Por mim estou a fazer a minha parte.
Dá-se a crise e o mundo fica sem dinheiro para encarar o dia à dia e o futuro. Os EUA têm a maior deficit de sempre, países vão à falência outros a caminho. A China para não perder o que já tinha investido por esse mundo fora, abre os cordões à bolsa e empresta mais e mais. Que dinheiro emprestado é esse? Justamente aquele que não foi gasto com a assistência social, com as pessoas do próprio país. A China subsidia o mundo à custa das pessoas que continuam a viver mal, muito mal.
O que se exigia do mundo ocidental e em particular dos ditos paladinos dos DH - que agora estão calados - é que, no mínimo, tivessem uma palavra de gratidão para com esse povo. O mundo ocidental ou a maioria dele continua a viver, pràticamente, como sempre viveu, isto é bem, enquanto esse povo continua como sempre esteve: mal.
Por mim estou a fazer a minha parte.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
GREVE, que moralidade !!!
1.
Observando o que se passa com as greves em Portugal chega-se a uma conclusão perturbadora. Quem é que tem capacidade, verdadeiramente, para fazer greve? Apenas os funcionários públicos e, de entre estes, os que melhor ganham e consequentemente os que mais poder têm para se organizarem em lobi e vir para a rua. Ex.: Professores, Enfermeiros, Transportes Públicos, Função Pública ...
Os outros, nem pensar. Os privados, pontualmente aparece um ou outro isolado que ameaça, mas raramente - nem me ocorre da última -, chega a vias de facto.
Ou seja, faz greve e provoca agitação pública, os funcionários públicos que ganham o seu ordenado mensal certinho do OJE - produzam ou não -.
Está isto certo? Questionável. Não está em causa o direito à greve. Absolutamente. Mas há aqui um longo mas que mexe com o sentir colectivo da sociedade. Pergunte-se a quem ganha o ordenado mínimo ou nem isso ou a quem tem de reforma 250/mês.
2.
Quem é prejudicado com as greves? As pessoas em geral que têm de suportar as vicissitudes de tais demonstrações públicas e aguentarem as suas consequências continuando a pagar as 'regalias adquiridas' e, ano após ano, mais reivindicadas e aumentadas.
3.
É ainda questionável a bondade dos cabecilhas profissionais que muitas vezes, se não sempre, se posicionam nestas organizações visando, com a visibilidade daí resultante, redimensionar os seus interesses pessoais que passam, as mais das vezes, por ilimitadas aspirações. Não cito nomes por serem por demais evidentes e conhecidos.
4.
Sou trabalhador privado, por conta de outrem, e apesar de estar num sector até agora também privilegiado, tal não aplana a minha visão sobre a organização e funcionamento da nossa sociedade que se pretende justa e equilibrada.
Observando o que se passa com as greves em Portugal chega-se a uma conclusão perturbadora. Quem é que tem capacidade, verdadeiramente, para fazer greve? Apenas os funcionários públicos e, de entre estes, os que melhor ganham e consequentemente os que mais poder têm para se organizarem em lobi e vir para a rua. Ex.: Professores, Enfermeiros, Transportes Públicos, Função Pública ...
Os outros, nem pensar. Os privados, pontualmente aparece um ou outro isolado que ameaça, mas raramente - nem me ocorre da última -, chega a vias de facto.
Ou seja, faz greve e provoca agitação pública, os funcionários públicos que ganham o seu ordenado mensal certinho do OJE - produzam ou não -.
Está isto certo? Questionável. Não está em causa o direito à greve. Absolutamente. Mas há aqui um longo mas que mexe com o sentir colectivo da sociedade. Pergunte-se a quem ganha o ordenado mínimo ou nem isso ou a quem tem de reforma 250/mês.
2.
Quem é prejudicado com as greves? As pessoas em geral que têm de suportar as vicissitudes de tais demonstrações públicas e aguentarem as suas consequências continuando a pagar as 'regalias adquiridas' e, ano após ano, mais reivindicadas e aumentadas.
3.
É ainda questionável a bondade dos cabecilhas profissionais que muitas vezes, se não sempre, se posicionam nestas organizações visando, com a visibilidade daí resultante, redimensionar os seus interesses pessoais que passam, as mais das vezes, por ilimitadas aspirações. Não cito nomes por serem por demais evidentes e conhecidos.
4.
Sou trabalhador privado, por conta de outrem, e apesar de estar num sector até agora também privilegiado, tal não aplana a minha visão sobre a organização e funcionamento da nossa sociedade que se pretende justa e equilibrada.
sábado, 30 de janeiro de 2010
MADEIRA, AJJ E O DEFICIT.
A Madeira viu o deficit do seu orçamento acumulado excessivo até 2000, saldado por obra e graça de intenções ‘políticas’, para simplificar. Tal acção visava criar novas bases de partida ao Governo Regional e avisar aquele Governo que, a partir daí, devia ganhar juízo.
O que aconteceu?
AJJ, ao o seu velho estilo, ignorou. Continuou a gastar o que tinha e o que não tinha, endividando-se mais e mais, ano após ano, chegando agora à impressionante soma de 600 M.
Fez aeroporto, auto-estradas e viadutos. Modernizou em geral a Ilha a pontos de a tornar a 2ª região mais rica do País, a seguir à de Lisboa. Favoreceu os madeirenses em detrimento e à custa do resto do País, ao taxar o IVA local a 14%, contra os 20 nacionais e ao financiar-se no futuro, não à custa dos locais mas do OGE.
Posto isto é exigível que o Governo Nacional diga basta e faça alinhar a Ilha pelo resto do País, nem que para isso tenha de alterar a lei das Finanças Regionais.
Não pode o resto da população portuguesa permitir que um qualquer Governo continue a alimentar o AJJ e seus apaniguados. É fácil assim ‘fazer flores’ e pavonear-se com o povo pelos carnavais e romarias.
Muito me move contra AJJ quer pela forma quer pelo conteúdo da s/ postura como governante e este lado da questão é só mais um a alimentar o meu desacordo.
É claro que os madeirenses ‘gostam’ do AJJ. Se lá vivesse também votava nele... Viva o forró!
O que aconteceu?
AJJ, ao o seu velho estilo, ignorou. Continuou a gastar o que tinha e o que não tinha, endividando-se mais e mais, ano após ano, chegando agora à impressionante soma de 600 M.
Fez aeroporto, auto-estradas e viadutos. Modernizou em geral a Ilha a pontos de a tornar a 2ª região mais rica do País, a seguir à de Lisboa. Favoreceu os madeirenses em detrimento e à custa do resto do País, ao taxar o IVA local a 14%, contra os 20 nacionais e ao financiar-se no futuro, não à custa dos locais mas do OGE.
Posto isto é exigível que o Governo Nacional diga basta e faça alinhar a Ilha pelo resto do País, nem que para isso tenha de alterar a lei das Finanças Regionais.
Não pode o resto da população portuguesa permitir que um qualquer Governo continue a alimentar o AJJ e seus apaniguados. É fácil assim ‘fazer flores’ e pavonear-se com o povo pelos carnavais e romarias.
Muito me move contra AJJ quer pela forma quer pelo conteúdo da s/ postura como governante e este lado da questão é só mais um a alimentar o meu desacordo.
É claro que os madeirenses ‘gostam’ do AJJ. Se lá vivesse também votava nele... Viva o forró!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Raul Solnado | Homenagem
Este homem ajudou muita gente, a mim também, a viver uma vida mais feliz. Ainda novo o seu 'tá lá, é da guerra', foi uma novidade no humor no n/ País. Teve tal impacto nas pessoas que perdurou anos e anos. Na sua despedida, aos 80 anos, foi ainda lembrado este skecht. Deu-lhe fama e encorajou-o a prosseguir nessa senda. Fê-lo toda a vida, sempre brilhante. Atrás dessa ideia outras vieram. Passou para as 'revistas à portuguesa' sempre com enorme êxito e, mais tarde, para o famoso ZipZip de cariz marcadamente de intervenção política. O formato foi bom e duradoiro. E ainda bem. Foi bom para ele e para as pessoas que sempre o reconheceram e acarinharam. A homenagem que o País lhe prestou no final da vida através de toda a imprensa, foi genuína e merecida. Pouco faltou para ter lugar no Panteão Nacional. Bastava-lhe mais um pouco de internacionalização. É credor de muita gente de muitos bons momentos que ajudou a passar. E isso já é bastante para ser sempre recordado.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
GRIPE A
(i)GRIPE A. Nascida no México e como que ligada por um interruptor, a notícia chegou instantaneamente a todo o mundo. A imprensa – internacional e nacional - fez o seu papel, o de sempre aliás, e a notícia ecoou em todo o lado mesmo nos cantos mais recônditos. Preocupada em arranjar notícias que lhes enchessem as páginas, a imprensa não cuidou de investigar o que estava por trás da notícia. Replicaram-se simplesmente uns aos outros. Uns alimentaram os outros e todos comeram do mesmo prato. Rico e farto por algum tempo. Consequentemente, numa sociedade fortemente mediatizada, a população em geral deixou-se tomar pelo pânico. E os (ii)governos ficaram com esse problema para resolver: acalmá-las. Nenhum governo tinha condições para negar o que a imprensa tornava crível. E os governos responderam comprando vacinas. Todos compraram vacinas, milhões de vacinas, gastando milhões de euros. E as farmacêuticas facturaram…
Interessante foi verificar a reacção das (iii)pessoas. Se num primeiro momento aderiram, preocupadas, e em massa à ‘doença’, não aderiram depois, avisadas (?) à cura. Porque é que não quiseram vacinar-se? Fenómeno ainda mal percebido. Será que adivinharam que não se justificavam preocupações!? Que tudo não passava de uma grande, desmesurada e empolada aldrabice? O certo é que a gripe ainda aí está (na semana finda ainda houve 3.500 casos) mas a s pessoas não querem saber. A imprensa deixou cair o tema. A pressão inicial desvaneceu-se. Vão vivendo a ver o que dá mas muito menos aflitas. E os Governos, o que vão fazer com os excedentes de vacinas? (em França sobraram milhões…). Quem paga esses excedentes? O orçamento de estado, òbviamente. Todos nós, interiorize-se. Quem os recebeu? (sim porque esses não vão devolver o dinheiro). E assim vai o mundo…
Interessante foi verificar a reacção das (iii)pessoas. Se num primeiro momento aderiram, preocupadas, e em massa à ‘doença’, não aderiram depois, avisadas (?) à cura. Porque é que não quiseram vacinar-se? Fenómeno ainda mal percebido. Será que adivinharam que não se justificavam preocupações!? Que tudo não passava de uma grande, desmesurada e empolada aldrabice? O certo é que a gripe ainda aí está (na semana finda ainda houve 3.500 casos) mas a s pessoas não querem saber. A imprensa deixou cair o tema. A pressão inicial desvaneceu-se. Vão vivendo a ver o que dá mas muito menos aflitas. E os Governos, o que vão fazer com os excedentes de vacinas? (em França sobraram milhões…). Quem paga esses excedentes? O orçamento de estado, òbviamente. Todos nós, interiorize-se. Quem os recebeu? (sim porque esses não vão devolver o dinheiro). E assim vai o mundo…
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Classe baixa
Dizem as estatísticas, não contestadas: 1,8 milhões de pessoas em Portugal vivem com menos de 500 € mensais.
De entre estes, há ainda os que vivem com pensões/reformas de 240/250 €. Há ainda os que recebem o rendimento mínimo. E ainda há quem não tenha qualquer fonte de rendimento.
Relembrando a história da humanidade, confirma-se que sempre houve classes diferentes em todas as sociedade. Não me ocorrem excepções. A era comunista proclamou a sua abolição mas mesmo dentro dela havia os 'mais iguais que outros', no dizer de Jorge Orwell.
Fixemo-nos por agora naqueles que ganham abaixo de 500.
No escalonamento das diferentes classes existe esta que não sendo embora a mais baixa é uma classe numerosa e perfeitamente identificada e visível. Observa-se uma certa menorização e até desdém no trato com que as classes mais altas, mais abastadas, as olham para não dizer toleram. A ironia disto é que é precisamente esta classe, tida como menor, que desempenha os trabalhos mais difíceis e servis para a classe alta. É ela que lhes limpa as casas. É ela que lhes lava as ruas. É ela que lhes cuida dos filhos. É ela que, quase sempre na sombra, é a sua muleta para tudo, importante muleta, na condução de suas vidas. É ela ainda que, em finais de vida, cuidam deles nos lares, muitas vezes com enorme e abnegada dedicação. Porque se igoram então!?
De entre estes, há ainda os que vivem com pensões/reformas de 240/250 €. Há ainda os que recebem o rendimento mínimo. E ainda há quem não tenha qualquer fonte de rendimento.
Relembrando a história da humanidade, confirma-se que sempre houve classes diferentes em todas as sociedade. Não me ocorrem excepções. A era comunista proclamou a sua abolição mas mesmo dentro dela havia os 'mais iguais que outros', no dizer de Jorge Orwell.
Fixemo-nos por agora naqueles que ganham abaixo de 500.
No escalonamento das diferentes classes existe esta que não sendo embora a mais baixa é uma classe numerosa e perfeitamente identificada e visível. Observa-se uma certa menorização e até desdém no trato com que as classes mais altas, mais abastadas, as olham para não dizer toleram. A ironia disto é que é precisamente esta classe, tida como menor, que desempenha os trabalhos mais difíceis e servis para a classe alta. É ela que lhes limpa as casas. É ela que lhes lava as ruas. É ela que lhes cuida dos filhos. É ela que, quase sempre na sombra, é a sua muleta para tudo, importante muleta, na condução de suas vidas. É ela ainda que, em finais de vida, cuidam deles nos lares, muitas vezes com enorme e abnegada dedicação. Porque se igoram então!?
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
"PANDEMIA, GRIPE A" - "SUÍNA"
Por Carlos Henrique Custódio, jornalista - Brasil
A campanha mundial contra a «pandemia da gripe A» já rendeu cinco mil milhões de euros aos grandes laboratórios farmacêuticos, com o pormenor de a «pandemia» não ter existido, pelo linear facto de... ter sido inventada.
A acusação surge do próprio presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, o alemão Wolfgang Wodarg, ao afirmar que a campanha da «falsa pandemia da gripe, criada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e outros institutos em benefício da indústria farmacêutica, é o maior escândalo do século em Medicina».
Este médico alemão é também responsável pela proposta a ser debatida com carácter de urgência no Conselho da Europa no próximo dia 25, alegando o exagero da OMS sobre os perigos da gripe A.
A acusação surge do próprio presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, o alemão Wolfgang Wodarg, ao afirmar que a campanha da «falsa pandemia da gripe, criada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e outros institutos em benefício da indústria farmacêutica, é o maior escândalo do século em Medicina».
Este médico alemão é também responsável pela proposta a ser debatida com carácter de urgência no Conselho da Europa no próximo dia 25, alegando o exagero da OMS sobre os perigos da gripe A.
«O Conselho da Europa», acrescentou Wodarg, «vai organizar um debate sobre a influência da indústria farmacêutica na OMS e, posteriormente, serão informados dos resultados 47 parlamentos da Europa».
Os pormenores da tranquibérnia são avassaladores.
António Vaz Carneiro, Professor da Faculdade de Medicina de Lisboa, afirmou ao CM que os organismos científicos internacionais «reagiram de uma forma política, numa situação lamentável».
E pormenoriza: «A OMS avançou com a possibilidade, muito reduzida, de haver 71 milhões de mortos no Mundo [vítimas da gripe A].
A verdade é que até hoje morreram 12 mil no Mundo.
Valor muito abaixo da gripe sazonal, que só em Portugal mata dois mil por ano».
E esta monumental «previsão» da OMS, de que o Inverno faria 71 milhões de mortos no mundo com a gripe A, ainda por cima foi apresentada como uma «possibilidade reduzida», deixando no ar o terror de uma mortandade dantesca.
O que abriu caminho, obviamente, a que a generalidade dos países desenvolvidos (os únicos com dinheiro para gastar) se lançassem numa corrida à vacinação em massa.
As consequências são conhecidas, embora não haja, curiosamente, alarde do caso na comunicação social: as populações começaram a esquivar-se à toma da vacina ao verem os corpos clínicos e de enfermagem a dela também se furtarem; o Inverno, que traria uma mortandade de peste medieval, afinal parece que só «matou» o vírus da gripe A e, de repente, a Alemanha viu-se a braços com 25 milhões de vacinas excedentárias, a França com 50 milhões, a Espanha com 24 milhões, a Holanda com 19 milhões e a Suíça com 4,5 milhões (falando só de alguns casos), o que ao módico preço de 7,5 euros por dose dá uma batelada de milhões de euros deitados à rua, ou, melhor dizendo, lançados nas contas das grandes empresas farmacêuticas, cujos lucros também já estão devidamente contabilizados:
Até ao final deste 1.º trimestre de 2010, a Novartis vai embolsar 428 milhões de euros, a Sanofi 786 milhões, a Roche 1200 milhões e a GSK (norte-americana) uns módicos 2642 milhões.
Tudo graças a uma «pandemia» impingida ao Mundo a contra-relógio por entidades tão responsáveis como a Organização Mundial de Saúde e o Centro de Controlo de Doenças dos EUA e que são, nas palavras do Prof. Vaz Carneiro, «os grandes responsáveis por criarem um pânico infundado» com a gripe A. Aliás, tal como já haviam feito «com as vacas loucas e a gripe das aves»...
Na verdade, a grande pandemia que o Mundo enfrenta é mesmo o sistema capitalista que, obscenamente, até já doenças inventa para multiplicar os lucros. »
Os pormenores da tranquibérnia são avassaladores.
António Vaz Carneiro, Professor da Faculdade de Medicina de Lisboa, afirmou ao CM que os organismos científicos internacionais «reagiram de uma forma política, numa situação lamentável».
E pormenoriza: «A OMS avançou com a possibilidade, muito reduzida, de haver 71 milhões de mortos no Mundo [vítimas da gripe A].
A verdade é que até hoje morreram 12 mil no Mundo.
Valor muito abaixo da gripe sazonal, que só em Portugal mata dois mil por ano».
E esta monumental «previsão» da OMS, de que o Inverno faria 71 milhões de mortos no mundo com a gripe A, ainda por cima foi apresentada como uma «possibilidade reduzida», deixando no ar o terror de uma mortandade dantesca.
O que abriu caminho, obviamente, a que a generalidade dos países desenvolvidos (os únicos com dinheiro para gastar) se lançassem numa corrida à vacinação em massa.
As consequências são conhecidas, embora não haja, curiosamente, alarde do caso na comunicação social: as populações começaram a esquivar-se à toma da vacina ao verem os corpos clínicos e de enfermagem a dela também se furtarem; o Inverno, que traria uma mortandade de peste medieval, afinal parece que só «matou» o vírus da gripe A e, de repente, a Alemanha viu-se a braços com 25 milhões de vacinas excedentárias, a França com 50 milhões, a Espanha com 24 milhões, a Holanda com 19 milhões e a Suíça com 4,5 milhões (falando só de alguns casos), o que ao módico preço de 7,5 euros por dose dá uma batelada de milhões de euros deitados à rua, ou, melhor dizendo, lançados nas contas das grandes empresas farmacêuticas, cujos lucros também já estão devidamente contabilizados:
Até ao final deste 1.º trimestre de 2010, a Novartis vai embolsar 428 milhões de euros, a Sanofi 786 milhões, a Roche 1200 milhões e a GSK (norte-americana) uns módicos 2642 milhões.
Tudo graças a uma «pandemia» impingida ao Mundo a contra-relógio por entidades tão responsáveis como a Organização Mundial de Saúde e o Centro de Controlo de Doenças dos EUA e que são, nas palavras do Prof. Vaz Carneiro, «os grandes responsáveis por criarem um pânico infundado» com a gripe A. Aliás, tal como já haviam feito «com as vacas loucas e a gripe das aves»...
Na verdade, a grande pandemia que o Mundo enfrenta é mesmo o sistema capitalista que, obscenamente, até já doenças inventa para multiplicar os lucros. »
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Cavaco | Santana | Ordem Cristo
CAVACO SILVA, SANTANA LOPES, Grã-Cruz da Ordem Militar de CristoTalvez haja um – o próprio PSL – e quiçá mais meia dúzia de esperançosos santanistas que sejam capazes de reconhecer mérito à sua acção como primeiro-ministro. A forma (e conteúdo) como pegou no País foi desastrosa. Na altura a palavra mais usada e, diga-se, apropriada, era 'trapalhada'.
Jorge Sampaio, Presidente, fez bem em exonerá-lo. O País – todo – acolheu esse gesto. Ninguém queria lá PSL. Ficou demonstrado que não era homem para estar à frente dos destinos do País. Não fazia bem as coisas nem sabia o que estava a fazer. O País não confiava nele. Desastre.
Dito isto, chegamos à atribuição da medalha Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.
Porquê? Porquê reconhecer pùblicamente esse mérito, digo, demérito?
Vejo algumas explicações, a saber:
- Cavaco Silva vai recandidatar-se em 2011 e isto é já um acto de campanha. Pretende assim mostrar a sua isenção e distanciamento partidários. Que está acima do simples dia à dia. Que é um Homem de Estado.
- Demonstra também, contràriamente ao que deseja, que não é – já se sabia – um Homem de Estado. Homem com dimensão, capaz de dar boas indicações ao País. Capaz de rupturas. De prestigiar os bons e condenar os maus actos. Preferiu, neste e noutros casos, lavar/distinguir a mediocridade. É mais um acto falhado de CS. Lembro aqui, outro acto falhado, a explicação desastrosa ao País no caso das escutas.
- É ainda um acto de cobardia política. Tendo presente as relações políticas entre ambos no passado, sabendo-se que sempre se pautaram por, no mínimo, discordâncias, esta distinção é incoerente, inconsequente e não é aceitável sob qualquer ponto de vista. É portanto cobardia. Gesto que poderia e deveria ter sido evitado. Lembro aqui que foi CS que tramou PSL com a célebre frase 'má moeda' e que nessa altura terá contribuído para o definitivo prego no caixão do seu governo e no seu futuro político.
Jorge Sampaio, Presidente, fez bem em exonerá-lo. O País – todo – acolheu esse gesto. Ninguém queria lá PSL. Ficou demonstrado que não era homem para estar à frente dos destinos do País. Não fazia bem as coisas nem sabia o que estava a fazer. O País não confiava nele. Desastre.
Dito isto, chegamos à atribuição da medalha Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.
Porquê? Porquê reconhecer pùblicamente esse mérito, digo, demérito?
Vejo algumas explicações, a saber:
- Cavaco Silva vai recandidatar-se em 2011 e isto é já um acto de campanha. Pretende assim mostrar a sua isenção e distanciamento partidários. Que está acima do simples dia à dia. Que é um Homem de Estado.
- Demonstra também, contràriamente ao que deseja, que não é – já se sabia – um Homem de Estado. Homem com dimensão, capaz de dar boas indicações ao País. Capaz de rupturas. De prestigiar os bons e condenar os maus actos. Preferiu, neste e noutros casos, lavar/distinguir a mediocridade. É mais um acto falhado de CS. Lembro aqui, outro acto falhado, a explicação desastrosa ao País no caso das escutas.
- É ainda um acto de cobardia política. Tendo presente as relações políticas entre ambos no passado, sabendo-se que sempre se pautaram por, no mínimo, discordâncias, esta distinção é incoerente, inconsequente e não é aceitável sob qualquer ponto de vista. É portanto cobardia. Gesto que poderia e deveria ter sido evitado. Lembro aqui que foi CS que tramou PSL com a célebre frase 'má moeda' e que nessa altura terá contribuído para o definitivo prego no caixão do seu governo e no seu futuro político.
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