terça-feira, 4 de março de 2025

Medicamentos


António Magalhães, 11/10/2016, para Ruben:
Relatam notícias que me chegaram em primeira mão, ter sido vossa senhoria agraciada pelos benfazejos efeitos da medicina moderna consubstanciados na toma do químico inserido no medicamento denominado de Mylan, cujo exemplar teve a gentileza de anexar para minha curiosa e interessada informação. Concretamente me foi dito que, por tal motivo, despediu “sine die” e sem réstias de saudade, o seu companheiro inseparável de anos, de seu nome Gregório Matinal. Tal notícia (a benfazeja), deixou em mim um sentimento de crescente alegria por saber ter vossa senhoria conseguido descartar-se de tão incómoda e nefasta companhia mas despertou-me também o incentivo e esperança de procurar idênticos métodos e mesmos objetivos.
Assim, a breve termo, procurarei esses superiores conhecimentos terapêuticos, convicto da obtenção de tão salutares e promissores resultados.
A seu tempo e correndo o risco destas minhas missivas - refletindo estes meus comezinhos achaques - desfocarem os elevados interesses que regem a sua sempre mui ocupada agenda, ousarei dar-lhe nota do meu estado relacional com o meu (ainda) amigo Gregório.
Até lá, fique vossa senhoria com os meus mais calorosos e escarafunchosos abraços.

No dia 08/10/2016, Ruben Santos escreveu:
Muito boa noite.
Segue em anexo uma foto da caixa dos medicamentos.
Desde já aviso vossa senhoria que nos primeiros dias dá um coice desgraçado e que de manhã a única tarefa possível é arrastar a carcaça da cama para o sofá, visando mais uns minutinhos de sono. Lamentavelmente, este efeito só dura três dias. De resto mais nenhuma contraindicação lhe tenho a apontar, pelo que me resta desejar a vossa excelência a continuação de umas boas férias, retirando-me com cordiais e escarafunchosos abraços.

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