sábado, 9 de janeiro de 2010

'Gurus', precisam-se!

É publicada e publicitada regularmente na imprensa, escrita e falada, opinião de muita gente. Liberdade de expressão é também isso: circulação livre de opiniões. Ok. Acontece porém que, muitos desses opinion makers, não têm de facto opinião própria, opinião fundamentada, estudada, alicerçada pelo próprio. Grande parte deles limitam-se a revestir com literatura pessoal, mais ou menos conseguida, opiniões de meia dúzia de 'pensantes' nacionais. Como que lhe compram as ideias ou, então, seguem nessa procissão, por razões de ordem política, religiosa, de grupo, corporativa, sindical... Gurus, são raros. Na n/ praça talvez dois, três. Os outros são cangurus, que replicam ideias feitas, engrossando assim este ou aquele carrossel, alegórico muitas vezes. Por ser tão frequente, começamos a aceitá-los como normal. Sabemos que imprensa não criva os convidados.
A imprensa, que quer ter bons shares, selecciona os o.m. pela s/ capacidade falante, de não bloquearem, não ficarem sem palavra, ter sempre conversa, em todas as situações. E disso há por aí em abundância. Demais. Até ganham uns cobres. Há quem viva só disso ou quase. Isto explica de resto o clima reinante que se vive no país: clima de pessimismo generalizado, transportado por esses o.m. que proliferam por aí como cogumelos daninhos. Raramente se vêm/ouvem/lêem opiniões que tracem rumos claros e exequíveis para o País. E é o que está a fazer falta: geração de correntes de opinião, várias naturalmente, mas que apontem saídas. Seria com o engrossar desta ou daquela corrente que se poderia/deveria construir o futuro. Porque alicerçada/apoiada em correntes fortes, seria garantia de futuro. GURUS PRECISAM-SE. o.m., nem por isso.

Dividas dos PiiGs

Grécia (135% da dívida em % do PIB), Itália (118% ), Irlanda (96%), Portugal (91%), Espanha (74%)

FP/P

Na n/ sociedade (portuguesa), existe pelo menos dois tipos de classes: i) os funcionários públicos, com fins de mês pagos por todos nós, fins de mês garantidos (produzam ou não), bons ordenados (nem vou falar dos professores) e ii) os privados que têm de provar, diàrimente, que são bons, que produzem e nunca têm garantido que haja dinheiro no final de mês.

Professores

Não tenho qualquer animosidade contra os professores no geral. Tenho inclusive amigos professores. Outra coisa porém é posicionar a classe no seu lugar na sociedade. Cada um terá a s/ opinião e eu tenho a minha. E a m/ é, também pelo contexto em que vivemos nos últimos tempos e principalmente pelo desfecho de hoje, francamente crítica. O mais possível. E digo porquê. Tenho para mim que a classe dos professores é, como muitas outras, digna de respeito. Mas não mais que as outras. Não defendo privilégios especiais para eles. São uma parte importante da sociedade mas não mais relevante que muitas outras. Não compreendo nem aceito, nem acho justo que se tentem distanciar das outras classes e reivindiquem condições únicas de vida e de reforma. Não, de todo.
A 'luta' que ùltimamente alimentaram para solidificarem regalias que pràticamente ninguém mais tem, e garantirem um bom presente e um óptimo futuro, classifica-se de oportunista e de propósitos distanciadores do resto da sociedade. E isso não é aceitável. Sabemos que há classe diferenciadas. Sempre haverá. Mas não é o caso. Por outro lado é uma classe que é sustentada pelo erário público. Pelo dinheiro de todos. E isto é uma componente importante da questão. Ninguém vê com bons olhos nem aceita uma classe assim tão distinguida e regalias perpetuadas. E que, tantas pessoas vivam tão mal, muitas no limiar ou abaixo da pobreza dependendo das migalhas do orçamento do estado por não terem força reivindicativa para mais. Como explicar esta diferenciação a esses cidadãos? Com este final das negociações a sociedade ficou mais desigual. O país ficou pior em muitos domínios. O governo mais fraco. Os pobres mais pobres e os ricos mais ricos. Perdeu-se a grande oportunidade de uma sociedade mais equilibrada. É pena. Demorarão agora vários anos até alguém ter coragem política para retomar o assunto. Até lá alguns continuarão a viver bem e outros menos bem. Muito menos bem, mesmo. E, naturalmente, a Educação vai continuar na mesma. Aí nada melhorará.

Professores

Faltava conhecer este dado, para se ajuizar melhor da 'luta' dos profs. Ou seja: são todos promovidos e sem quotas. VIVA OS PROFS. Paga Sócrates. Vai ao orçamento e paga a esta gente que têm os melhores ordenados e melhores reformas sem ter que se esforçar. Está sempre garantido. Se o orçamento não tiver dinheiro, é simples, não aumentes os reformados da Segurança Social. Não faças investimentos públicos ...
Já antes apoiava a Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues. Agora, com reforçada razão, apoio Isabel Alçada, embora sabendo que já fez excessivas cedências a esta classe. Mais, ao não querer aceitar o que os sindicatos tanto querem, está a por em causa, e bem, a classificação futura da continuidade dos 83% com BONS. Isto é, ela sabe que, os professores avaliarão os seus pares por esta mesma bitola. E os profs também. Por isso é que estão tão empenhados em garantir a continuidade.

Professores

Mário Nogueira! O grande condutor da classe trabalhadora, pobre e oprimida. Homens assim fazem falta ao País. Homens que lutam até ao limite para proteger o seus. Como 1º ministro seria óptimo: daria a todos o que está a conseguir para os Profs. Donde virá o dinheiro? Que importa! Quanto recebem os reformados da Seg Social? Que importa! O que realmente importa é a barriga cheia de meia dúzia (os Profs) com dinheiro que sai do mesmo saco do de todos nós, que recebemos uma côdea.CLASSE PREVILEGIADA ESTA,HEIN?