quinta-feira, 26 de abril de 2012

25 ABRIL'2012. Os Capitães de Abril...

Desejo francamente estar errado e só o futuro o dirá, mas acho que as posições tornadas públicas pelos Capitães de Abril, a que se juntaram Mário Soares e Manuel Alegre (não se associando à comemoração da data), vão revelar-se, a médio prazo, altamente agitadoras e perturbadoras da 'paz' (contida) que até agora se tem vivido em Portugal, paz necessária para tentar resolver as nossas dificuldades internas próximas futuras, e para cuja solução muito vamos precisar, incontornavelmente, da ajuda externa. Receio bem que possa vir a ser o acender do rastilho, que todos sabemos existir mas que, inteligentemente, todos (com algumas exceções...) trabalham para que não seja ativado. Porventura algumas mentes mais agitadoras ou extremistas (não digo que não tenham razão), oportunistas e sedentas de protagonismos, irão cavalgar a onda agora rastilhada para avançar finalmente e dar a cara (inicialmente encoberta - há que estar atento aos primeiros sinais -), e acho que isso não serve a estratégia (certa) que Portugal persegue ao nível nacional e internacional. Esta paz (podre, pode dizer-se) coletivamente assumida, por muito que doa - e todos sabemos que está a doer e até a fazer sangue em muitos lados -, é indispensável para reganhar confiança e credibilidade internacional e assim, mais facilmente, podermos tentar sairmos do atoleiro em que estamos metidos.
E em que pantanal estamos!
§ Creio que Mário Soares errou ao tomar esta posição e desbaratou muitos créditos que lhe são devidos. Oxalá nada disso aconteça e o 'povo' continue calmo e sereno, a bem de um melhor futuro comum.

O que é dito no parágrafo anterior pode ter outra leitura e consequência, perfeitamente diversa, antogónica até e, quiça, benfazeja.
Sabemos que em democracia é fundamental a existência de partidos, organizações e instituições - legal e publicamente conhecidas - que agrupem os cidadãos, dando-lhes voz, e estes neles se sintam representados. Os cidadãos, em geral, gostam de se se sentir acolhidos e incorporados em grupos de todo o tipo - religiosos, políticos, sindicais, académicos, profissionais, desportivos, de bairro. Isso justifica-os, ajuda-os a explicarem-se e acalma-os, bebendo as ideias geradas no interior desses grupos e defendente dentro deles as suas.
Ora no espetro político atual e dado que o PS está do lado da TroiKa, não está a conseguir ser o catalisador e o agregador dos enormes descontentamentos que todos sabemos existir. Mais à esquerda, porque desde há muito se acantonaram demasiado, deixam de fora também imensa gente que neles não se revê.
Esta tomada de posição pública pelos Capitães de Abril, por Mário Soares e por Manuel Alegre, se vier a servir para acolher e almofadar quem por aí politicamente não se sinta representado pelos motivos atrás ditos, até pode ser benéfico para a manutenção da estabilidade. O mais grave é haver 'ovelhas tresmalhadas' que desgarrada, arbitrária, descontrolada e solitariamente resolvam agir por conta própria, fora portanto do controlo de qualquer grupo legal.
Veja-se a violência das manifestações sociais que perpassa, por vezes, pela Grécia e suas consequências internas e externas, e o contributo que a existência destes grupos desfiliados tem dado para a potenciar?

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Hotel D. Luís / Coimbra

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From: Hotel D Luis (Director) [mailto:director@hoteldluis.pt]
Sent: Tuesday, April 24, 2012 3:19 PM

Exmo. Senhor António Magalhães

Agradeço a preferência que tiveram pelo Best Western Hotel D. Luís e os comentários agradáveis relativamente à nossa equipa. Somos um ECO Hotel com preocupações ambientais e temos a certificação de qualidade ISO 9001/2008, cujo primeiro objetivo é superar as expectativas dos nossos clientes.
Infelizmente não conseguimos superá-las na totalidade. Estou certo no entanto que não seriam 2 ou 3 euros que alterariam a boa disposição e os objetivos desse fim de semana.
Em nossa defesa permita-me apenas dois ou três pequenos comentários:
1. O hotel tem apenas 10 quartos de casal alguns dos quais com cama king sise. Foram atribuídos 3 quartos com cama king sise com vista para traz e dois quartos com 2 camas, com vista para a frente. Era possível ficarem todos para a frente em quartos com duas camas. Tentámos oferecer o que pensámos ser melhor para o cliente – podendo se o cliente quisesse trocar os quartos para trás por quartos para a frente. Não atribuímos esses dois quartos – 127 e 227 - porque por serem mais pequenos do que os outros considerámos ficarem melhor alojados em dois quartos com duas camas com vista para a cidade. Porque nos disseram que preferiam um quarto de casal do que a vista a rececionista terá informado que tínhamos um quarto mais pequeno e com poliban. A rececionista entendeu que como eram 15.30 horas se não gostassem, os mudaria para quartos mais espaçosos para a frente. Foi essa a mensagem que deixou ao colega que a substituiu. Talvez tivessem ficado melhor nos quartos que inicialmente tínhamos atribuído… Tentamos ir ao encontro do que pretendiam.
2. Hoje a maioria dos hotéis já não tem quartos de casal. Também na minha opinião, infelizmente.
3. A alcatifa é uma chaga sobretudo para quem sofre de alergias. Infelizmente as grandes cadeias ainda a usam, e não têm imposto a vontade de alterar a lei para outra solução. Como hotel ecológico é nossa intenção trocar a alcatifa por outra solução.
Creiam V. Exas. que com a ajuda dos nossos clientes tudo faremos para melhorar a qualidade do turismo em Portugal e em particular em Coimbra.
Farei questão na próxima vez que nos visitarem de os cumprimentar e garantir a superação das expectativas.
Enquanto espero, envio a V. Exas. os melhores cumprimentos

Pedro Machado
Diretor geral
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Enviada: ter 24-04-2012 15:54
Exmo Sr Pedro Machado
- Gerente

Decorridos 20 dias sobre a 1ª resposta por si dada à questão por mim posta no início deste mês no e-mail abaixo e 10 sobre o seu regresso ao Hotel, e achando eu que é tempo suficiente para ter ponderado e ter tomado uma posição sobre o que então ali expus – que de resto inteiramente mantenho -, venho assim lembrar que continuo a aguardar o justo ressarcimento pedido.

Cmp
António Magalhães
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Enviada: ter 02-04-2012 15:54

Att.: Gerente Hotel Pedro Machado

1.
Somos um de grupo de 10 pessoas (Irmãos, já todos maduros), que regularmente fazem questão de ‘turistar’, interna e externamente num são convívio de que já lá vão anos.
Este ano, a opção foi Coimbra para recordar outros tempos, onde não faltou a vista a Universidade, a obrigatória descida do ‘quebra costas’ e a noitada do fado de Coimbra.
2.
A escolha do v/ hotel teve mais a ver com a vista panorâmico sobre a cidade que o local proporcionava, e menos com as estrelas da Unidade Hoteleira, em si mesma. Esperávamos contudo que as 3 estrelas estivessem dentro dos parâmetros regulamentares exigíveis; e no geral estava: do pessoal, cortês e atencioso, nada a dizer; do aspeto geral do hotel, a coisa ainda passa, mas, quando nos deparamos com a presença das ainda indesejadas e sempre anti-higiénicas alcatifas perfeitamente ‘desmodés’, sujas e gastas, aí sim, já há significativos reparos.
3.
De facto a única pretensão que o meu Irmão que atempadamente tratou do assunto reivindicou, foi 5 quartos com cama de casal, que de fato foram concedidos.
Mas, daqui para a frente é que apareceram as desagradáveis surpresas:
a) Quando selecionamos o v/ Hotel foi na perspetiva do usufruto de quartos panorâmicos com vistas sobre a cidade, por ser isso exatamente que queríamos e foram-nos atribuídos justamente os contrários: todos com vistas para as traseiras; não que não gostemos da natureza mas esperávamos ver os ‘pinheirinhos’ natalícios lá mais para Dezembro.
Desagradável.
b) Dois dos quartos atribuídos - e referimos-nos tão só aos nºs 127 e 227 -, por contraponto com os outros três, são completamente diferentes, exíguos em tamanho, e consequentemente com a distribuição do mobiliário/acessórios perfeitamente atrofiados, obrigando a ‘slalom’ constantes entre os dois ocupantes.
E disso não fomos avisados na receção.
Fomos alertados sim para a diferença dos componentes do WC (com poliban), a que não nos opusemos, até por preferências pessoais.
Consequentemente os dois casais a quem couberam os quartos em questão (127/227) passaram a noite praticamente sem dormir.
c) Argumentarão vocês (e foi o que disseram o pessoal da receção com quem dialogamos), que os ditos quartos têm as medidas estandardizadas.
Mas argumento eu que o valor comercial não é de todo comparável.
d) Em sequência, e deixando de fora o desagradável ‘ Claim Book’, solicita-se o competente ressarcimento da diferença comercial dos dois quartos, deixando também de fora a segregação do tratamento oferecido: ou seja, pagou-se montante igual por coisas diferentes.

Aguardando v/ notícias
António Magalhães
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Adorar o Estado, idolatrar Cristina ou a potência sexual do porco!

Argentina
"Quando a poderosa indústria da carne de vaca não cedeu, Cristina Kirchner reuniu-se com o lóbi rival e declarou aos jornalistas: a carne de porco aumenta a potência sexual; é melhor que Viagra; e, palavras suas, houve mesmo uma noite "impressionante" com o marido, Néstor, após um jantar porcino. O que aconteceu? A venda de porco disparou. O lóbi da vaca cedeu. E a Presidente ganhou. Ganha sempre. Mesmo quando perde."
Pedro Santos Guerreiro Jornal Negócios 18ABR2012

domingo, 15 de abril de 2012

A lição dos trabalhadores à economia

'A gente da troika anda parva com Portugal. Não percebe as nossas idiossincrasias. As negativas. Mas também as positivas. Incluindo esta: a flexibilidade que os trabalhadores das pequenas e médias empresas estão a revelar. E a capacidade destas para exportar. Salve! Assim se mereçam uns aos outros'
.
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.
"A outra idiossincrasia que está a funcionar bem é aquilo a que o governador do Banco de Portugal chamou na sexta-feira no Parlamento de flexibilidade tácita do mercado de trabalho. Muitas empresas exportadoras estão a ser mais competitivas por causa daquilo de que os trabalhadores abdicam. Ao contrário do que acontece nas grandes empresas e no Estado, há muitas PME que cuja competitividade está a ser financiada pelos trabalhadores, que interiorizam as dificuldades de sobrevivências das próprias empresas – e nivelam as suas condições à conjuntura. O caso mais radical são os salários em atraso: os trabalhadores preferem tentar preservar o seu posto de trabalho a recorrer a um tribunal e fazer valer os seus direitos. Este é o caso máximo de partilha de risco. E muitas empresas estão a safar-se à custa disso. Um exemplo claro: os trabalhadores dos Estaleiros de Viana do Castelo acabam de fechar um acordo em que trocam as férias de Agosto para poderem terminar a construção de asfalteiros para a Venezuela"
PSG, Jornal negócios, 15ABR'2012

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Pirâmide Queóps

Quando este enorme e imenso mar diariamente nos saúda com o seu sopro benfazejo, fresco, enérgico, renovado e revigorado, mais um pedra granítica é acrescentada à pirâmide Quéopsquiana da nossa existência ( …que pena não ser eterna!).

terça-feira, 20 de março de 2012

'O Último Segredo'

A mesmo fórmula de sempre e que tantos outros, muitos ilustres, exploraram ao longo de séculos: a religião ou se se quiser o sentimento místico das pessoas. Baralhar e voltar a dar. Explorando ou reinventando pequenos nichos passíveis de controvérsia, fazem deles a sua pepita dourada. Para relembrar apenas os mais recentes: Don Brown em ‘Código da Vince’ e José Saramago em ‘Evangelho Segundo Jesus Cristo’. Este último, até é estranho ou se quisermos mais descarado, porque sendo ele um confesso ateu, não resistiu contudo ao filão comercial do tema. Agora, JRS, também não.
Nem sequer ponho em causa o que é dito, i.e, não questiono a origem dos documentos em que se alicerçam as atuais normas da religião católica. Dou-as como boas. Admito que a evolução documental escrita, possa ter acontecido exatamente como é dito. Acrescento porém que a fragilidade ou a inconsistência da sua origem não é muito relevante para os crentes. Os crentes, ou melhor dizendo, os que sentem a necessidade existencial da crença, são compelidos, compulsivamente, a acreditar e sentem-se confortáveis com a triagem secular que a história tem feito. Obviamente que a instituição, através dos seus mais fiéis seguidores, encarregou-se de colar na Bíblia as normas que julgou mais apropriadas à causa, expurgando-lhe as indesejadas. Ainda hoje assim é: continua-se a exigir alterações da hierarquia, esta ou aquela conforme as razões do grupo que as promove.
Quanto ao romance propriamente dito e para quem conhece já JRS, é mais do mesmo, sem surpresas, variando apenas no tema escolhido, seguindo à risca o seu estilo, jornalístico, mas interessante.
Este romance, quanto a mim, fica um pouco aquém do esperado. Depois, principalmente do Anjo Branco, esperava francamente mais.

PS.: Como com quase todos os escritores estrategicamente acontece, este romance é rico e surpreendente mormente na parte final. Até mais de meio o puzzle dos personagens anda disperso, quase impegável, só a partir daí o formato da história começa, tenuemente, a clarear. Lembra uma onda gigante que bem lá trás, pequenina, se começa a formar, vem engrandecendo e engrossando pelo caminho, acabando por eclodir violenta e ruidosamente no final. Assim foi n'O Último Segredo' e ainda bem.

segunda-feira, 19 de março de 2012

PARABÉNS CI - 19MAR'2012

Isto é verdadeiramente inimaginável e até impossível de acreditar. Telefona-se para casa dos Senhores esperando-se ouvir duas vozes arrastadas, roucas e gastas pelos vetustos e usura dos anos, com as grossas pantufas a aconchegar os jarretes até aos joelhos, as longas e reforçadas mantinhas da serra da estrela enroscadas pelo corpo todo, mais parecendo ursos em plena hibernação, as escalfetas ligadas no máximo protegendo pés esqueléticos, escutando atenta e religiosamente a novela das 10:00, 'A ternura dos 65' sob o olhar atento do sempre presente cuco (o do relógio), aguardando penosa e enfadosamente a chegada da meia-noite para tomar o último chazinho quente do dia (sem açúcar porque os diabetes assim o obrigam) e eis que, surpresas das surpresas, atende o filhinho querido (mais conhecido pelo meu Joãozinho) dizendo, pasme-se, que os supra ditos Senhores tinham ido arrulhar para o escurinho do cinema, lembrando imberbes e teen pombinhos, acrescentando contudo que não tinha a certeza se a opção pela ida para o 'escurinho do cinema' se devia a reminiscências dum longínquo, inatingível e irreversível passado se ao mais elevado grau de demência de um Alzaimer galopante, em último grau mesmo. Não foi o supra dito filho capaz, por pudor ou simples amor de proteção filial, de confirmar qual das duas versões seria a mais corretamente aplicável ao caso em apreço. Fiquei eu, por minha vez, também na dúvida e curioso em saber se algum dia alguém no seu estado de perfeita sanidade mental, teria capacidade credível para me elucidar e resolver tão angustiante incerteza. Espero, apesar da inusitada ocorrência, de que tudo isto não passe de um 'miss understanding' e de que rapidamente seja reposta a verdade dos factos, a bem da nação.

domingo, 18 de março de 2012

Des compagnons de route: 30MAR'2012

Sei que não aprecia especialmente estar debaixo dos holofotes, mas hoje é exceção, uma boa exceção, aliás, e vai ver que não custa nada. Logo à noite até se vai sentir bem melhor.
Há tempos atrás em amena cavaqueira numa das aulas de inglês da tão falada e glosada Sandra, a maior parte dos presentes, exatamente sobre o tema de reforma em Portugal e do significado da palavra, por contraponto com a de outros países, aplaudiram os estrangeirismos Retired e Jubilado (não vou falar no francês - Retraite - por não vir aqui muito a propósito), e, como bons portugueses, que do que é seu facilmente enjeitam, apoucaram o bem nosso e justificado Reformado.
Tirei a esse propósito, alguns sinónimos do dicionário da APP da Porto Editora: reconstruído, reorganizado, reestruturado...
Claramente o termo português traduz definitivamente melhor a verdade do acontecimento.
Ferreira você não se vai retirar para lado nenhum, nem sequer vai jubilado, embora o mereça. Deixamos isso para os políticos que tantas incompreensíveis e injustificadas honrarias têm esbanjado e todos sabemos por quem, com quem, e com que critérios. Vai sim reformar/reorganizar a sua vida, no melhor sentido do termo. Vai escolher outra em substituição da que teve.
Até agora viveu esta durante mais de 45 anos; com ela construiu a sua bonita família e garantiu o futuro (assim também suas filhas lhe queiram dar continuidade, claro). Agora isso acabou. Vai ter de virar essa página e vai ter de reinventar outra que lhe garanta boa saúde física e mental até pelo menos aos 100 anos. Não o queremos ver de pantufas nem escondido do frio debaixo de uma mantinha.
Gostaria de ser recordado pelos seus netos com uma fotografia dessas: pantufas e mantinha? Acreditamos que não. Tem de conseguir continuar a ser um cidadão ativo. Lembre-se de Manuel de Oliveira ou Mário Soares, e os exemplos aqui são perfeitamente aleatórios, claro, que, apesar das suas vetustas idades, continuam a ter projetos e a intervir, muitas vezes mal, convenha-se, mas não desistiram.
A minha mãe, de que tenho o raro privilégio de a ter ainda comigo, tem, como sabe, 32 anos mais que o meu amigo. Se por benesse dos deuses do Olimpo ou de outros quaisquer - que para o caso pouco importa - vier a ter direito a igual exceção e privilégio, significa que ainda teria mais 32 anos pela frente. É, apesar de tudo, muito tempo; o tempo de quase uma outra vida. Pergunto, que vai fazer com todo esse tempo? Deixo-lhe este grande desafio. Reinvente-se.
Perguntava eu aqui há alguns dias atrás a um amigo meu, também a poucos dias da Reforma: como é, não vais sentir falta da atividade que tiveste durante todo este tempo? Eu, afirmou ele calmamente, conformado e bem resolvido, eu não! Esperei todos estes anos por este dia que finalmente chegou; dei, durante todo este tempo, o que melhor pude, do que melhor fui capaz à empresa e à sociedade. Não lhes devo nada. Portanto, agora, chega. Paro, tranquilo, com a exata noção do dever comprimido. Que venham agora outros e que levem a chama olímpica!
A sua empenhada, competente e quase sempre exaustiva dedicação profissional, granjeou-lhe o respeito de todos nós; o seu caráter, o seu savoir vivre e a sua bonomia, a nossa admiração. Foi uma referência. Estamos certos que igual respeito e estima ganhará nos novos amigos que rapidamente recrutará para as suas fileiras, apenas com a sua natural simpatia.

Falei amigos, Sr. Ferreira, e não amigas. Vamos com calma. Porém, se alguma semente que lá trás deixou esquecida quiser tardiamente florescer - lembre-se que nunca é tarde -, e se daí vier a necessitar de um médico amigo para lhe recomendar uns químicos que, - diz-se - agora por aí circulam e abundam - refiro-me àqueles da cor do
seu clube -, venha até cá, que sempre se há de arranjar qualquer coisa que o reanime e ponha bem-disposto.
Numa tentativa de lhe dar algumas muletas - no sentido figurado, claro - que o ajudem nestes primeiros tempos, tomei a liberdade de lhe fazer um Blogue (de que de resto há tempos tínhamos falado), a que chamei propositadamente 'Fio de Prumo', onde poderá exercitar finalmente os seus dotes escondidos de escritor, de intervenção social ou para qualquer outro fim que venha a descobrir e que lhe desperte interesse.
Criei-lhe também uma página no Facebook - desculpe o atrevimento - onde o poderemos acompanhar mais à distância e vice-versa e ainda um e-mail - no Gmail -, cujos endereços estão abaixo.
A password dou-lha depois e depois também a alterará.

http://fio-de-prumo2012.blogspot.com
www.Facebook.com
manuel.ferreira2403@gmail.com
Antes do brinde que queremos partilhar consigo e de um forte e sentido abraço que desejamos dure os ditos mais 32 anos, queremos deixar-lhe uma recordação que por ser em material resistente, esperemos que dure os 32 anos, pelo menos.
Termino com a frase que democraticamente selecionamos e assinamos para si:
"As pessoas entram na nossa vida por acaso; mas não é por acaso que elas permanecem"Teresa, Magalhães, Resende, Anselmo, Paula, Antonieta, Rocha, Dália, Fernanda, Conceição.
Até já, até sempre.
BCP-DCTB-Porto Março’2012

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

"A vida num sopro"

Não vislumbro e até apouco a opção de JRS de incluir na trama a história da Guerra Civil Espanhola - capítulo 3 -, explicada apenas por sentidos critérios de credibilidade autorais ou então numa tentativa de enriquecimento da história com elementos de grande impacto, de vizinhança e do conhecimento geral. Mas se assim foi, e admito que sim, estamos a falar de critérios meramente comerciais. E ao ler o capítulo a ela dedicado nota-se que a sua inclusão e abordagem é forçada. Para caraterizar o personagem (o Chico), fê-lo passar por um sem número de peripécias e lugares que 'sabem' a exagero. Até porque, até aí, nada no personagem indicava que fosse capaz de sobreviver incólume a tantas provações...
Quanto ao resto, o que não é pouco, a narrativa da ação é conduzida com grande mestria, intensa, muito bem ligada, colando irremediavelmente o leitor à história da qual só na última linha se liberta.
Usa as palavras certas e interessantes figuras de estilo para definir os contextos e sem exageros. Leitura de entretenimento, corrida, agradável e ultrarromântica.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Homenagem a Amália Rodrigues



Homenagem a António Silva

Homenagem a Vasco Santana

Homenagem ao Fado


Homenagem a Marilyn Monroe 1926 - 1962

Homenagem a Morgan Freeman

Homenagem a Jack Nicholson

Homenagem a Robert de Niro

Homenagem a Meryl Streep

Homenagem a Luís de Camões

Homenagem a Mário Soares

Hmenagem a Wernher von Braun . 23MAR1912 - 16JUN1977

Homenagem a Luciano Pavarotti . 12OUT1935 - 06SET2007

Homenagem a Giuseppe Verdi . 10OUT1813 - 27JAN1901

Homenagem a Wolfgang Amadeus Mozart . 27JAN1756 - 05DEZ1791

Homenagem a Ludwig Van Beethoven . 16DEZ1770 - 26MAR1827

Homenagem a Mahatma Gandhi (02OUT1869-30JAN1948)

Homenagem a Eca de Queirós (José Maria de Eça de Queirós (Póvoa Varzim, 25NOV1845-Paris,16AGO1900)

Homenagem a Victor-Marie Hugo (1802-1885)

Homenagem a Nelson Mandela

Homenagem a Pele (Edson Arantes do Nascimento )

Homenagem a Eusébio da Silva Ferreira

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

... dia de Reis

Com hoje é dia de REIS e não tive a oportunidade e o privilégio de partilhar o acontecimento com as minhas habituais e insubstituíveis comensais, e querendo, de alguma forma aplanar essa lacuna, envio por esta via a recordação possível do evento, para que fique registado para memória futura que não se tratou de mera alternância de companhias, mas motivos fortes e de índole também relevante, me levaram para outras paragens. Paragens que, apesar de também agradáveis, não fizeram esquecer, antes pelo contrário recordar tão ilustres ausências.Aqui vai pois e bom apetite:
Nota:Sei que há pessoas que gulosa e secretamente – qual chocolate escondido para mais tarde glosar - mantêm em escaninhos esconsos e gradeados a sete chaves, não a imagem sugestiva e virtual do supra mostrado e cobiçado espécime, mas outro sim aquele pedaço Pavloviano que qualquer canídeo não enjeitaria.Como classificar e manter em bom patamar relacional tal casta de gente (?!)A dúvida instalou-se e quiçá nem um fim de semana que se aguarda inesquecível fará olvidar ou ultrapassar tão enigmática e desconcertante postura!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Reforma na Função Pública vale mais do dobro da Segurança Social

Reformam-se mais cedo e com pensões mais elevadas.
Em média, em 2009 os funcionários públicos aposentam-se aos 59,6 anos e com uma pensão de 1.240 euros. Já na Segurança Social deixa-se de trabalhar mais tarde - 62,8 anos - e por menos dinheiro - 472 euros.
O primeiro-ministro justificou os cortes nos subsídios de Natal e de férias dos funcionários públicos com o facto de o Estado pagar salários 10 a 15% superiores aos do privado. O JN foi ver o que se passa no regime de aposentações e concluiu que as reformas dos trabalhadores do Estado valem mais do dobro das pagas pelo regime geral da Segurança Social, que ficam, aliás, abaixo do salário mínimo nacional, fixado em 485 euros.

JN, 21NOV'2011

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

'D'este viver aqui neste papel descripto - Cartas da guerra'

António Lobo Antunes
Tivesse eu 'engenho e arte' - como dizia o outro -, e quase que podia replicar, também em tão denso e volumoso livro, o meu caso pessoal. Podia ter-me cruzado com ALA durante o ano de '73. Estivemos em muitos lugares comuns: Luanda e Luso, nomeadamente. Ele foi para GC e eu fiquei a 15 Km do Luso, Sacassange, primeiro, e Cangamba/Cangombe, depois; mais tarde, 2ª metade de '74, em Quibala Sul. Contudo as histórias vividas e a s/ intensidade (se também narradas) seriam, pràticamente, as mesmas. A dele contudo, na vertente militar, foi claramente mais envolvente, intensa e comprometedora. Os casos pessoais afectivos, cada pessoa tem òbviamente os seus, mas a ambiência em que foram vivenciadas são idênticas, para não dizer iguais. Deixo-lhe uma palavra de apreço pessoal e grato reconhecimento por ter conseguido por em livro - com a s/ mais valia de escritor -, de forma 'tão informal' e por isso mais verdadeira, o testemunho de muitas milhares de vidas de jovens portugueses que por lá passaram.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Empresas públicas dão mundo de regalias a trabalhadores e familiares

04OUT2011-‘SOL’- A Soflusa dá mais de 100 mil viagens grátis por ano.
Os filhos dos sete mil trabalhadores da TAP não pagam bilhetes de avião nesta operadora aérea até aos 25 anos e alguns mantêm a regalia mesmo depois de os pais já se terem reformado da companhia.
Na Carris, estar de baixa compensa porque a empresa garante ao trabalhador o salário sem descontos. As empresas públicas devem mais de 38 mil milhões de euros!
* Conhece-se a origem destas benesses, muito aumentadas depois de Abril’74. É chegada a hora, aproveitando a presença da TroiKa, para rectificar os exageros.

Ordem dos Médicos quer fim aos atestados por gripes

04OUT’2011 - Jornal do Algarve – Proposta da Ordem dos Médicos visa reduzir os atestados médicos por gripes ou enxaquecas, combatendo as falsas declarações. A Ordem dos Médicos vai apresentar uma proposta ao Ministério da Saúde para reduzir os atestados médicos por gripes ou enxaquecas, noticia o “Público.

* Interessante iniciativa, pecando apenas por tardia. Oxalá tenha acolhimento no MS.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Madeira / U.E.

1.Nota-se bastante animosidade/revolta dos continentais contra os Madeirenses, quando se pensa na dívida enorme - 5/6 MM€ - que a Madeira (A. João Jardim) contraiu. Vêm inclusive ao de cima ideias de independência, não por parte dos madeirenses mas dos continentais. Estes não estão dispostos a pagar o que eventualmente lhes venha a caber para resolver aquela questão. Esquece-se, com facilidade, a consanguinidade do todo nacional (com Madeira+Açores). Fizeram a dívida que a resolvam, mas não à n/ custa, diz-se à boca pequena.
2.
Por contraponto e sem qualquer consanguinidade, que dizer da reacção dos (alguns) Finlandeses/Alemães, quando se negam a contribuir para resgatar o problema da dívida de Portugal?! Convenhamos que, aos olhos daqueles (poucos) cidadãos, não será fácil compreender a dita ajuda, sabendo eles que também lhes vai sair do bolso! Que, a curto/médio prazo, serão prejudicados directamente! Sabemos que aquela ajuda é justificada pelo cruzamento de interesses existentes entre os países e que ao fazê-lo estão a protegê-los. Mas ao simples cidadão a interpretação do funcionamento da alta finança passa um pouco ao lado.
3.Aos dirigentes políticos/media, compete um papel esclarecedor importante. Apenas palavras de solidariedade são insuficientes e até caem mal. As pessoas comuns querem mais. Querem saber exactamente o que está em causa. Podem não saber muito de finanças mas não são estúpidas.